O governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), disse nesta quinta-feira (12) que buscará ter com o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), a mesma relação que tem com a presidente Dilma Rousseff, afastada do cargo por 180 dias após votação no Senado.
O pedetista é um dos governadores aliados da presidente. Na votação de admissibilidade do pedido de impeachment na Câmara dos Deputados, em 17 de abril, Waldez Góes acompanhou parte da sessão no Palácio da Alvorada, em Brasília, ao lado de Dilma, demais governadores e ministros, segundo informou o jornal “O Globo”.

“Da mesma forma que eu tratei com o presidente Lula e a presidente Dilma questões de interesse do povo amapaense, vou tratar com todos os governos subsequentes. Essa relação eu busquei na condição de chefe de estado e com todos os outros presidentes da República, a exemplo do Michel Temer, não será diferente.

Continuo com demandas do governo do Amapá e junto com a bancada federal irei tratar com o novo governo”, disse o governador, em entrevista ao Amapá TV, da Rede Amazônica. Waldez Góes, aliado da presidente Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Amapá no processo de impeachmentDos 11 parlamentares do Amapá no Congresso Nacional, seis votaram contra o impeachment, sendo quatro deputados federais e dois senadores.

Na Câmara, foram contra Roberto Góes (PDT), Marcivânia Flexa (PCdoB), Jozi Rocha (PTN) e Janete Capiberibe (PSB). A favor se posicionaram André Abdon (PP), Cabuçu Borges (PMDB) e Marcos Reátegui (PSD).

Se absteve de votar o deputado Vinícius Gurgel (PR). No Senado, votaram contra Randolfe Rodrigues (REDE) e João Capiberibe (PSB).

Davi Alcolumbre (DEM) foi a favor.
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