Pneus foram queimados durante protesto de estudantes em Macapá (Foto: Jéssica Alves/G1)
Cerca de 100 estudantes da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) interditaram a esquina da Avenida Presidente Vargas com a Rua General Rondon, no Centro de Macapá, no fim da tarde desta quarta-feira (4). A manifestação ocorreu por volta de 18h, com pneus queimados em forma de protesto. Cartazes e caixão foram utlizados para itnerditarvias (Foto: Jéssica Alves/G1)
Em seguida, os manifestantes ocuparam o prédio do câmpus 1 da instituição, para cobrar melhorias na infraestrutura dos campi, além de apoiar a greve dos servidores dos quadros técnico e docente, que iniciou no dia 17 de março, reivindicando reposições salariais e flexibilidade nas negociações das categorias com o governo, além da  construção do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) dos técnicos.

De acordo com a Polícia Militar (PM), com a queima dos pneus as vias ficaram tomadas pela fumaça, por isso os motoristas não conseguiam passar pelo local, que também foi interditado por medida de segurança. Os alunos ainda utilizaram placas, cadeiras e um caixão para interditar as vias.

Apesar da interdição, a manifestação foi pacífica e não houve feridos. A pista foi liberada e o trânsito seguiu normalmente no local a partir de 18h30, de acordo com o Corpo de Bombeiros do Amapá, que controlou as chamas.

Estudantes se concentraram em frente ao pédio dauniversidade (Foto: Jéssica Alves/G1)
O representante do movimento estudantil da universidade Andre Lopes disse que o prédio será ocupado pelos alunos até que uma negociação seja feita com representantes do governo do Amapá.
“Decidimos ocupar e ninguém entra na universidade para trabalhar, enquanto o governo do estado não negociar conosco.

Lutamos pela democracia e uma instituição de qualidade. Nosso objetivo é coletivo, com financiamento de fato”, ressaltou.

A greve atinge o cronograma de aulas e parte dos projetos de extensão da universidade e as pesquisas, segundo o Sindicato dos Docentes da Ueap (Sindueap). Os técnicos informaram que 30% do efetivo permanecem nos departamentos.

A dívida total da Ueap é calculada em R$ 4 milhões com fornecedores. Entre os débitos estão quatro meses sem repasses para empresas de vigilância e dez meses de aluguel atrasado do prédio do campus II para lecionar aulas, em Macapá.

Segundo o reitor da Ueap, Perseu Aparício, o orçamento de 2015 foi previsto em R$ 18 milhões, mas deixaram de ser repassados R$ 12 milhões. Em relação ao ICMS, o percentual destinado à universidade que não foi desembolsado pelo governo ficou em R$ 18 milhões ao longo do ano, conforme afirmou.

O governo do Amapá informou em nota, à época da divulgação da dívida, que o repasse do ICMS ocorre por meio da execução da folha de pagamento da universidade, efetuada pelo tesouro estadual e que no mês de março, o Estado arrecadou pouco mais de R$ 48 milhões em impostos. Nesta quarta-feira, a assessoria de comunicação informou que o executivo se pronunciará após negociações com a instituição.

Apesar da interdição, manifestação foi pacífica e não houve feridos (Foto: Jéssica Alves/G1)
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