Estudantes da Uespi bloqueiam rua na capital e pedem melhorias na instituição (Foto: Gustavo Almeida/G1)
Estudantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) realizaram na manhã desta terça-feira (26) uma manifestação nos campi de Teresina e Picos. Eles reivindicam melhorias para a instituição de ensino. O protesto acontece uma semana depois que os técnicos e os docentes da instituição decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

Na capital, desde as 9h desta terça-feira (26), os estudantes se reuniram na porta do Campus Torquato Neto no bairro Pirajá, Zona Norte da capital e bloquearam as ruas Ceará e João Cabral.
No local, dezenas de estudantes utilizaram um carro de som e usaram cartazes para protestar contra a falta de infraestrutura, falta de professores efetivos e atrasos nas bolsas de pesquisa Os manifestantes apoiam ainda o movimento grevista dos docentes e técnicos da instituição.

Policiais rodoviários acompanham manifesto dosestudantes em Picos (Foto: Divulgação/PRF)
Em Picos, os manifestantes interditaram parcialmente o entroncamento das BRs 316 e 407, na altura do Km-314. Uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi enviada ao local para negociar com os estudantes.

Segundo a polícia, 70 manifestantes participavam do protesto. Eles pediam melhorias para o campus, novo acesso ao local e cobram qualidade do transporte coletivo.

Conforme o inspetor Fabrício Loiola, depois de 30 minutos, eles liberaram a via e saíram em passeata até a porta do campus da Uespi de Picos. A PRF não registrou congestionamento na via.

Em nota, a Uespi disse que nesta terça-feira  a reitoria participa de uma reunião com representantes do Governo do Estado, momento em que trata sobre as questões reivindicadas pelo comando de greve dos professores e informou que a administração da instituição continua exercendo o seu papel de mediador. Por meio de nota, a Uespi considerou ainda a greve dos professores como legítima e reforçou que tem se comprometido com a implementação das promoções, progressões e mudanças de regime dos docentes.

Sobre as demais pautas reinvindicadas pelos estudantes, a Uespi não se pronunciou. Greve dos docentesProfessores e técnicos administrativos da Uespi deflagraram greve da categoria por tempo indeterminado.

Os servidores da instituição reclamam da falta de abertura por parte do governo do estado em debater a campanha salarial dos profissionais. Os grevistas pedem a revogação da Lei 6.

772/2016, que congela a progressão de carreira dos docentes da Uespi. De acordo com o projeto, professores que fizessem mestrado, doutorado ou qualquer qualificação na área docente não iriam receber aumento de salário.

O reajuste só seria possível se algum professor, que já recebesse a progressão, saísse do quadro de funcionários da Uespi. Os professores efetivos também reclamam da estrutura dos campis e da quantidade de docentes temporários que trabalham na instituição que já somam 600 profissionais.

.