Projeto “Quem conta um conto aumenta um ponto” é realizado desde 2015 na escola do Bairro Humaitá (Foto: Votorantim Metais/ Arquivo )
Cerca de 80 alunos entre 4 e 12 anos da Escola Municipal Coronel Emilio Esteves do Reis, no Bairro Humaitá, em Juiz de Fora, terão uma manhã de quinta-feira (28) diferente. Pela primeira vez, eles vão se tornar contadores de histórias para os integrantes do projeto “Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto”, uma parceria da instituição com a Votorantim Metais.
As apresentações foram criadas a partir do estudo de cantigas populares, como “A linda Rosa Juvenil” e “A Horta do Tio Ari”, do livro “A Princesa Maribel” do jornalista e escritor mineiro Leo Cunha, e da poesia “Convite”, de José Paulo Paes.

“Quando o livro é escolhido, nós puxamos tudo que pode ser explorado a partir dele. Desta forma, nosso aluno sabe que tem um leque de possibilidades para seu crescimento cognitivo, pessoal e de valores.

Nesta quinta, todos vão se subir ao palco e se apresentar para os voluntários, dentro do trabalho interdisciplinar que realizamos. Depois, faremos outra apresentação para o Dia das Mães”, explicou a coordenadora pedagógica, Regina Terezinha de Oliveira Ferreira.

Voluntários contam histórias para as crianças(Foto: Votorantim Metais/ Arquivo)
De acordo com a gerente de Desenvolvimento Humano e organizacional da unidade de Juiz de Fora da Votarantim, Marisa Magalhães Ulhoa, 12 funcionários das áreas administrativa e operacional participam desta ação do programa de voluntariado. Mensalmente, desde 2015, eles são os contadores para as turmas de educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental.

“Estamos no segundo ano desta ação, que pretende levar um pouco de conhecimento para estimular as crianças com o hábito da leitura. Como abril é o mês do livro, sugerimos que as crianças sejam as contadoras para os voluntários.

Será a primeira vez e estamos esperando momentos de muita emoção”, disse.
Segundo a assessoria da empresa, ainda estão previstos outros três encontros usando 11 livros da série “Era uma vez um conto de fadas inclusivo”, do fisioterapeuta e escritor Cristiano Refosco.

A partir dos clássicos contos de fadas, as histórias possuem personagens principais com algum tipo de deficiência, como a “Chapeuzinho da Cadeirinha de Rodas Vermelha”, a “Branca Cega de Neve” e “Pinóquio das Muletinhas”.
É muito interessante esta parceria escola-empresas, porque nossos alunos têm a oportunidade de conviver com profissionais de outras áreas, que extrapolam o ambiente da família e da escola.


Regina Terezinha de Oliveira Ferreira,coordenadora pedagógica
“Neste ano o foco é a inclusão. Há muitos anos, os deficientes eram escondidos e excluídos pelas famílias e por outras instituições.

A nossa missão é incluir todos, não apenas os alunos com deficiência, mas os que são excessivamente tímidos ou possuem dificuldade de aprendizagem e de expressão. Por isso todos vão participar da apresentação”, comentou Regina Terezinha de Oliveira Ferreira.

A coordenadora pedagógica destacou ainda a importância das crianças terem contato com pessoas que não fazem parte da rotina do ambiente escolar.
“É muito interessante esta parceria escola-empresa porque nossos alunos têm a oportunidade de conviver com profissionais de outras áreas, que extrapolam o ambiente da família e da escola.

Eles são incentivados a perguntar sobre o que eles fazem, o que se torna um motivador para estudar”, analisou.
De acordo com Marisa Magalhães Ulhoa, o balanço do “Quem Conta um Conto Aumenta um Ponto” é positivo para os voluntários.

  “Nossos voluntários sentem que o projeto dá resultado e se sentem extremamente orgulhosos de interagir e ver o brilho nos olhos das crianças nas interpretações das histórias. Toda vez é muito animado porque estamos contribuindo para o desenvolvimento das crianças incentivando o hábito da leitura e vendo que estão mais motivadas”, resumiu.

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