Votação aconteceu na Câmara dos Deputados, em Brasília (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Proporcionalmente, a bancada do Amapá foi a que menos apresentou votos favoráveis ao prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), votado no domingo (17) na Câmara dos Deputados, em Brasília. Um levantamento do G1 apontou que 37,5% do parlamentares do estado votaram pela continuação do impedimento.
Com oito deputados federais, a bancada estadual é uma das menores do país, e três parlamentares – André Abdon (PP), Cabuçu Borges (PMDB) e Marcos Reátegui (PSD) – votaram “sim” ao prosseguimento do impeachment.

Entre os favoráveis à Dilma, o Amapá é seguido por Bahia (38,5%), Ceará (40,9%), além de Acre e Piauí, ambos com 50%. Percentual de votação do impeachment por estado (Foto: Arte/G1)
O restante da bancada votou contra o impedimento da presidente da República, sendo os deputados Roberto Góes (PDT), Marcivânia Flexa (PCdoB), Jozi Rocha (PTN) e Janete Capiberibe (PSB).

Se absteve de votar o deputado Vinícius Gurgel (PR).
No outro lado, as bancadas do Amazonas e Rondônia, que também têm oito deputados, cada, votaram 100% pela continuidade do impeachment, que agora segue para o Senado Federal.

 SESSÃO DO IMPEACHMENTDeputados debatem pedido contra Dilma. Comemoração após votaçãoEm Macapá, única cidade do estado que teve movimento em favor da aprovação, os manifestantes comemoraram na Praça do Coco, na orla da cidade.

Após o fim da sessão, eles realizaram uma carreata pela Beira Rio.
De acordo com representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), cerca 400 pessoas participaram do ato a favor do impeachment.

No protesto pró-Dilma, participaram 600 pessoas, segundo a organização. A Polícia Militar (PM) não divulgou números.

Próximos passosApós ser aprovado na Câmara dos Deputados, o processo de impeachment da presidente Dilma deve chegar ao Senado nesta segunda-feira (18).
Na Casa, são previstas três votações em plenário até a conclusão do processo, de acordo com estudo feito para o impeachment de Fernando Collor de Melo, em 1992.

Com o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), a Câmara alcançou, às 23h08, na sessão deste domingo (17), os 342 votos necessários para o prosseguimento ao Senado. O parecer enviado pelos deputados deve ser lido em sessão desta terça-feira (19).

Depois disso, os blocos ou líderes partidários deverão indicar integrantes da comissão especial que analisará o caso. O colegiado será formado por 21 senadores titulares e 21 suplentes.

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