1° foto de Ismael, Gabriel e Stela, foi resgistrada namanhã do último sábado (7) em Porto Velho(Foto: Ismael Magalhães/Arquivo Pessoal)
O engenheiro Ismael Magalhães pôde acompanhar o nascimento do seu primeiro filho com a esposa Stela Poltroniere na manhã do último sábado (7), em uma maternidade particular de Porto Velho. O casal teve que entrar com uma ação no Ministério Público de Rondônia (MP-RO) para assegurar o direito da mãe em ter um acompanhante na hora do parto.
A ação favorável permitiu que Ismael tivesse a emoção de estar na sala de cirurgia na hora da cesárea.

O engenheiro conta que a ansiedade definiu os momentos que antecederam o parto. “Eu estava muito ansioso, mas sabia que Stela e Gabriel precisavam de mim, por isso mantive o equilíbrio.

Foi muita emoção e sei que esse momento ficará registrado na nossa memória para sempre. Stela estava mais nervosa que eu, então tentei mantê-la calma.

Foi super rápido o parto e logo Gabriel estava em nossos braços”, conta Magalhães. De acordo com o pai de Gabriel, uma alergia fez com que o parto fosse marcado para sábado (7).

“Stela teve uma alergia muito forte e tiveram que marcar uma cesárea de emergência. Mas nesta segunda (9) ela já está melhor”, explica.

Stela e o pequeno Gabriel Poltroniere Magalhães Guerra Braga tiveram alta na manhã do último domingo (8). Casal de entrou com ação no Ministério Público pata ter direito a acompanhante (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Entenda o casoO casal entrou com uma ação no Ministério Público de Rondônia no dia 27 de abril para assegurar à mãe o direito de ter acompanhante no hora do parto, já que a maternidade onde o bebê nasceria estava impedindo este direito, que é garantido por lei.

Segundo a maternidade, a solicitação só poderia ser atendida caso o parto fosse normal. Porém, após ação a maternidade cedeu e permitiu que a gestante tivesse acompanhante.

Lei FederalA Lei Federal 11. 108 foi sancionada em 7 de abril de 2005.

A resolução determina que a gestante tenha direito a um acompanhante no momento do pré-parto, parto e pós-parto, o que obriga as instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) ou de redes conveniadas a cederem o acompanhante à mãe. A pessoa a acompanhar a gestante deve ser determinada por ela antes do parto, independente de ser o pai ou não.

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