Bloqueios tiveram início na manhã desta sexta-feira (15) (Foto: Salmon Lucas/Arquivo Pessoal)
Representantes de movimentos de tabalhadores rurais informaram, na tarde desta sexta-feira (15), que os trechos de rodovias que estavam bloqueados desde a manhã foram liberados por volta das 14 horas. A manifestação marcou o início do movimento “Abril Vermelho” e também questiona o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também informou no início da tarde que todas as rodovias federais já haviam sido liberadas.

Em todo o estado, foram quase 20 pontos de interdição. O número de manifestantes não foi informado nem pela coordenação do movimento e nem pela PRF.

Segundo o cordenador estadual do Movimento Via do Ttrabalho (MVT), Marcos Antônio da Silva, o Marrom, a mobilização “Abril Vermelho” serve para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no sudeste do Pará, no dia 17 de abril de 1996, quando 19 integrantes do MST foram mortos pela polícia e mais de 70 ficaram feridos.
“Esse também é um ato pela democracia em virtude do que está acontecendo politicamente no país, contra o impeachment da presidente Dilma, uma cobrança pela reforma agrária e contra a violência no campo”, explicou Marrom.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram fechados três trechos da BR-101, nos municípios de Campo Alegre e Novo Lino e Junqueiro. O MST informou que além dessas áreas, outros 13 pontos em rodovias do estado foram bloqueados, mas já estão liberados.

Segundo um levantamento feito pela PRF, além das rodovias federais, outras barreiras foram montadas nos municípios de Teotônio Vilela, Atalaia, Flexeiras, Joaquim Gomes, Delmiro Gouveia, Olho D’Água do Casado, Piranhas, Girau do Ponciano, Cajueiro, União dos Palmares, Murici, Maragogi, Matriz de Camaragibe, São Luís do Quitunde e Porto Calvo.
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