Desenho levou 15 minutos para ficar pronto; artista usou apenas caneta e lápis de cores(Foto: Reprodução/Facebook/Lazzynho Colares)
Em uma folha de papel surge arte. E para isso basta uma caneta e alguns lápis de cores para que o artista Lazzynho Colares transforme o branco em um belo colorido que retrata imagens da Amazônia Brasileira. Aos 27 anos, o jovem que vive no município de Caracaraí, interior de Roraima, conta ao G1 um pouco dessa história de amor que, para ele, “é um dom que está no sangue”.

Macuxi de sangue, como ele diz, os primeiros desenhos foram criados quando criança. Com o passar do tempo, foi aprimorando as técnicas e os desenhos ganharam cada vez mais notoriedade entre os amigos e familiares.

A arte já nasceu comigo. É um dom de Deus e está no meu sangue”
Lazinho Colares, Artista
“Eu desenho desde criança, nasci com esse dom! Depois, sozinho fui aperfeiçoando, para hoje exercer com clareza a arte”, disse o artista, acrescentando que sempre contou com o apoio da família e amigos.

“Minha mãe me apoia muito”, completa.
Traços bem marcados que misturam personagens do folclore brasileiro com elementos da natureza.

As cores fortes que ganham vida a partir da imaginação do artista. “Tudo que vejo é arte”, diz.

Para que uma obra fique pronta são necessários aproximadamente 20 minutos. “Quando estou com o desenho pronto na cabeça, tudo flui mais rápido”.

O trabalho varia de acordo com o desenho. A partir de R$ 50 até R$ 120.

“Depende do que desenho”, diz.
Quando questionado sobre sua inspiração a resposta é simples e concreta: “o verde e a natureza sempre me chamam a atenção”.

Colares complementa que é obcecado pelo corpo feminino, mas que também adora animais e plantas. “Tudo isso com meu toque.

Transformo em seres estranhos, pois amo mutações artísticas”, relata. Artista se inspira no verde da Amazônia paradesenhar (Foto: Reprodução/Facebook/Lazzynho Colares)
Para o artista, vale muito a pena lutar por seu trabalho e levar até às pessoas a cultura através da arte.

No entanto, segundo ele, “os artistas são poucos valorizados, muitos de nós temos que sair de nossas cidades para ganhar dinheiro longe”.
No entanto, isso não é motivo para o artista desistir da ‘grande paixão da sua vida’.

O desejo de levar a imaginação até a ponta do lápis é maior do que os “desestímulos vindo por partes de algumas pessoas”.
“Acredito que minha arte vai ficar para os outros admirarem e lembrarem-se de mim.

Não vou desistir”, afirma. “Mesmo tendo muitas pessoas me dizendo que estou perdendo tempo com isso” complementa, dizendo que seu maior sonho é poder pintar em telas.

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