Depois das prisões de policiais militares em Londrina, no norte do Paraná, a Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná (Assofepar) publicou uma nota de repúdio contra a forma que a operação foi conduzida pela Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). A nota foi divulgada no sábado (14), no site da associação.  
Na sexta-feira (13), oito policiais militares foram presos em uma operação conjunta das polícias Civil e Militar.

A ação foi realizada contra suspeitos de cometer uma série de assassinatos em Londrina em janeiro deste ano. Dois policiais foram autuados por ilegal de munição durante o cumprimento de ordem de condução coercitiva.

Eles pagaram fiança e foram liberados. Seis militares ainda estão presos.

A Sesp-PR ainda cumpriu 25 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva. A Assofepar declarou que é a favor das investigações “sérias e responsáveis, pautadas no interesse público e nas garantias constitucionais”.

E ressaltou que seja garantida a presunção de inocência e a garantia de ampla defesa e ao contraditório. Na nota, a associação ainda informou que não compactua “com o desrespeito aos Militares Estaduais, que se dedicam continuamente ao socorro da população paranaense, em todos os municípios deste Estado, muitas vezes com o sacrifício da própria vida”.

Para a Assofepar, a “‘operação policial’ pareceu mais com um espetáculo circense”, comparou. “Profissionais e pessoas inocentes, perante os seus familiares, foram expostos a constrangimentos totalmente injustificados, descabidos e inaceitáveis”.

A entidade representativa informou ainda que vai acompanhar o caso e tomará providências contra os abusos cometidos.
A nota finaliza pedindo uma resposta da Secretaria de Segurança Pública “sobre a sua participação neste infeliz episódio, bem como das medidas tomadas para evitar a prevalência de interesses escusos às custas da dignidade dos profissionais da segurança pública”.

A Sesp-PR informou que encaminhou ofício ao Comando Geral da Polícia Militar para que informe “se houve abuso ou irregularidade de qualquer natureza durante o cumprimento dos mandados exarados pela Justiça em face de policiais militares – mandados estes cumpridos exclusivamente pela Polícia Militar”. A Sesp-PR também pediu relatório sobre um eventual vazamento de informações ou exposição dos presos à imprensa.

A Secretaria de Segurança Pública assegurou também que vai tomar todas as medidas exigidas para a garantia dos direitos fundamentais dos policiais militares. Veja a nota na íntegra da AssofeparNOTA DE REPÚDIOA Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná – ASSOFEPAR, por decisão dos seus Conselheiros, vem a público repudiar veementemente a forma desrespeitosa com que a Família Militar Estadual foi tratada no dia de ontem (13/05/16), por ocasião da prisão e condução coercitiva de Policiais Militares lotados na cidade de Londrina/PR.

Somos favoráveis à condução de investigações sérias e responsáveis, pautadas no interesse público e nas garantias constitucionais. Exigimos que a presunção de inocência, assim como o direito à ampla defesa e ao contraditório, sejam rigorosamente observados.

Não podemos compactuar com o desrespeito aos Militares Estaduais, que se dedicam continuamente ao socorro da população paranaense, em todos os municípios deste Estado, muitas vezes com o sacrifício da própria vida. Por interesses ainda não totalmente compreendidos, mas que denotam intenções voltadas à repercussão midiática, a ”operação policial” pareceu mais com um espetáculo circense.

Profissionais e pessoas inocentes, perante os seus familiares, foram expostos a constrangimentos totalmente injustificados, descabidos e inaceitáveis. Destacamos que os Militares Estaduais carregam nas costas a maior parcela da segurança pública deste Estado.

Além das ações de Polícia Militar e Bombeiro, viabilizam os trabalhos da SESP, DIEP, GAECOS, Forças Tarefas e Assessorias, nos diversos órgãos e instituições. A ASSOFEPAR, por meio do seu Departamento Jurídico e de Direitos Humanos, está acompanhando esse caso e tomando providências contra os abusos cometidos.

Conclamamos os Militares Estaduais, para que não sejam complacentes com ”encenações teatrais”, montadas para projetar pessoas e instituições, maculando a imagem da Corporação e de seus integrantes. Esperamos resposta da SESP, sobre a sua participação neste infeliz episódio, bem como das medidas tomadas para evitar a prevalência de interesses escusos às custas da dignidade dos profissionais da segurança pública.

RESPEITO! É o mínimo que se espera!Confira a nota na íntegra da Sesp-PRSobre a “nota de repúdio” emitida pela Assofepar aos veículos de imprensa, a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) informa que encaminhou ofício ao Comando Geral da Polícia Militar para que informe se houve abuso ou irregularidade de qualquer natureza durante o cumprimento dos mandados exarados pela Justiça em face de policiais militares – mandados estes cumpridos exclusivamente pela Polícia Militar. Bem como apresente relatório acerca de eventual vazamento de informações ou exposição dos presos à imprensa.

A Sesp soma-se à Assofepar nos argumentos expostos e ratifica a importância da Polícia Militar do Paraná no contexto da Segurança Pública e vai tomar todas as medidas exigidas para a garantia dos direitos fundamentais e do pleno exercício do direito de defesa e contraditório dos policiais militares.
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