Ato a favor da legalização da maconha ocorreu na Praça da Bandeira, em Macapá (Foto: Jéssica Alves/ G1)
Na tarde desta quarta-feira (20) manifestantes pró-legalização da maconha se reuniram na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá, no 1º Festival Cannabico Amapaense que discutiu sobre as plantas do gênero cannabis, com debates e atrações culturais. O grupo defende a descriminalização do consumo da maconha. Manifestantes pede a descriminalização do uso daerva cannabis (Foto: Jéssica Alves/ G1)
De acordo com o coordeanador do Movimento Cannabico Amapaense, Lopes Evangelo, os manifestantes reivindicam a criação de espaços para debater sobre o consumo da maconha; reforma na legislação e políticas públicas sobre uso e formas de elaboração e aplicação dessas políticas, além de leis que sejam “mais transparentes, justas, eficazes e pragmáticas, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos”.

“Muitos usuários ainda buscam mais informações sobre a cultura cannabica, e falar de maconha no Amapá ainda é muito difícil. Nosso evento envolve a maconha e a proibição do consumo, que afeta o cultivo.

Não queremos fazer apologia às drogas ou tráfico. Estamos em uma frente pró-legalização da cannabis para consumo”, disse.

Bassel Abdelaziz relata que legalização serábenéfica para os usuários (Foto: Jéssica Alves/ G1)
O estudante, produtor cultural e músico Bassel Abdelaziz, de 21 anos, é usuário de maconha há aproximadamente oito anos e relata que a legalização pode contribuir para a diminuição do tráfico de drogas no estado.
“No meu caso me relaxa e até ajuda na produção.

Mas o usuário ainda é visto como um delinquente. A cannabis muitos conhecem, mas poucos sabem sua essência.

Discriminam e marginalizam, mas a maior vítima não é quem usa e sim quem está envolvido com o tráfico. Talvez se for legalizada, possa diminuir essa situação”, disse.

O técnico de refrigeração Aurino Alves, de 26 anos, utiliza maconha há cerca de cinco anos e é favorável à legalização. Ele discute o assunto de forma aberta na busca da descriminalização da erva cannabis
“O desrespeito é devido ao fato de ser criminalizada.

A legalização desta droga resultaria na redução do tráfico e, paralelamente, da violência. Pois a proibição do comércio legal da maconha no país só resulta em repressão e preconceito que contribuem para a violência”, expôs.

Não à legalizaçãoContrário à legalização da maconha, o vendedor Romário Silva, que estava passando próximo à praça quando cruzou com o ato, disse que não concorda com a descriminalização porque considera que o Brasil não tem estrutura para essa realidade.
“Sou contra a legalização da maconha porque acredito que não mudará em nada em relação ao tráfico de drogas.

Mesmo com a legalização, o assunto será tratado com muito preconceito no país. E isso terá consequências drásticas para os jovens brasileiros.

Países como a Holanda tem uma estrutura bem mais preparada para isso”, falou.
O ato está previsto para encerrar por volta das 23h, com a realização de saraus poéticos, exibição de vídeos temáticos e apresentações musicais.

Mnaifestantes fizeram cartazes para defender a legalização da maconha (Foto: Jéssica Alves/ G1)
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