Movimentos sociais, professores e alunos foram à Assembleia Legislativa (Foto: Roberta Cólen/ G1)
Integrantes de movimentos sociais, educadores e alunos realizaram, nesta terça-feira (19), um ato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) para pressionar os deputados a votarem contra o projeto de lei que trata sobre o Programa Escola Livre. O projeto, de autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), discorre sobre a neutralidade que o profissional da educação deve ter nos âmbitos político, ideológico e religioso e ao mesmo tempo ser plural de ideias no âmbito acadêmico. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) acredita que o projeto censura os educadores.

Deputados discutem se projeto deve ou não entrarna pauta desta terça (Foto: Roberta Cólen/ G1)
O Escola Livre foi aprovado por unanimidade na ALE em novembro de 2015 e encaminhado para apreciação do governador Renan Filho (PMDB), que decidiu vetá-lo.
O texto voltou para o Parlamento, onde teve parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação para que fosse derrubado o veto.

O parecer foi aprovado pelos deputados e agora o projeto aguarda votação na ALE. O governador classificou como precipitada a aprovação do parecer.

De acordo com a presidente do Sinteal, Consuelo Correia, a intenção do grupo era assistir à sessão que apreciaria o veto do governador ao projeto, mas o assunto não entrou na pauta desta terça.
“Ficamos sabendo pelo deputado Ronaldo Medeiros (PT), líder do governo, que iam falar sobre o projeto, mas isso não aconteceu.

Então agora estamos pressionando os deputados para mostrar que somos contra o projeto”, disse Consuelo
A presidente do Sinteal relatou ainda que acredita que o programa é um retrocesso para a educação do estado. “A gente pede encarecidamente que os deputados mantenham esses vetos, que [o programa] é um retrocesso”.

O Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas (Sinpro-AL) também esteve na Casa de Tavares Bastos para pedir pela manutenção dos vetos. “É uma tentativa de barrar o ensino.

É como uma escola sem partido, defendida pela família Bolsonaro, que busca calar a voz. É paranóico e inconstitucional”, disse o presidente do Sinpro-AL, Eduardo Vasconcelos.

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