Avenida 15 de Novembro em Guajará (RO) (Foto: Júnior Freitas/G1)
Preocupados com as más condições das ruas, os condutores de veículos passaram a utilizar preferencialmente a Avenida 15 de Novembro (BR Engenheiro Isaac Bennesby) em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. De acordo com o Pelotão de Trânsito do 6º Batalhão de Polícia Militar (Peltran do 6º BPM), o fluxo no trecho aumentou consideravelmente, principalmente nos horários de pico e período noturno, devido ao fato de ser a única rota que não tem buracos.  
Em entrevista ao G1, o sargento Cleuber da Rocha, que é o comandante do Peltran do 6º BPM, declarou que mesmo com o aumento de veículos no trecho, a quantidade de acidentes na Avenida 15 de Novembro diminuiu em comparação ao mesmo período de 2015.

Motoristas querem evitar ruas esburacadas em Guajará (Foto: Júnior Freitas/G1)
“Há uma fuga dos condutores das demais vias, por conta dos buracos. Em 2015, registramos 19 acidentes de janeiro a março, já neste ano, foram 16.

A maioria dos acidentes envolvem motociclistas, porque a frota de motos é maior. O último acidente aconteceu na semana passada e um rapaz ficou ferido.

As principais causas das colisões são a imprudência, falta de atenção, imperícia, levando-se em consideração que grande parte das vítimas não são habilitadas”, comentou o sargento.
Cleuber disse ainda que as fiscalizações de trânsito foram intensificadas e que em 2016, oito pessoas ficaram lesionadas em colisões.

“Algumas vítimas se lesionaram, mas felizmente não houve nenhuma morte. Temos sete policiais operacionais no trânsito que patrulham 12 horas por dia.

Adotamos o método de Cartão Programa, que define os principais locais de fiscalização, com o objetivo de melhorar o serviço”, concluiu. Acidentes diminuíram na 15 de Novembro, segundoCleuber (Foto: Guerard Castro/Portal Guajará)
Segundo o vendedor Aldrisson Pereira, de 34 anos, a 15 de Novembro é a melhor opção para transitar de moto no período chuvoso.

“As ruas estão esburacadas e quando chove, ficam piores. O único jeito é vir pela principal mesmo, pois não tem condição de andar em outros lugares, quase impossível”, opinou o motociclista.

Para o funcionário público Walter Costa, de 44 anos, o trecho é a única saída para evitar prejuízos no automóvel. “Tive que trocar escapamento e amortecedores, porque os buracos acabam com o carro da gente.

Infelizmente, não temos boas ruas, o que podemos fazer é buscar a melhor alternativa”, diz o motorista.
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