Há cerca de 10 dias, uma audiência pública realizada no plenário da Câmara de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, levantou questionamentos sobre os serviços prestados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em resposta aos levantamentos, a concessionária de tratamento de água e esgoto informou que irá reforçar as ações de fiscalização dos serviços prestados na cidade. Audiência foi convocada pelo Conselho de Meio Ambiente (Foto: Divulgação/Câmara de Patos de Minas)
A discussão foi convocada pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema).

Os principais pontos questionados foram o descumprimento do contrato assinado com o Município em 2008, que previa a construção da Estação de Tratamento de Esgoto até 2012, a poluição ambiental de córregos, esgotos a céu aberto e a contaminação do Rio Paranaíba; os serviços mal executados de manutenção da rede, entre outros.
O G1 procurou a Companhia, que informou por meio da assessoria de comunicação, desde agosto de 2013, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está em operação com capacidade de tratamento para 30% do esgoto coletado, resultado da primeira etapa das obras.

A segunda etapa está em andamento e tem previsão de conclusão até 2017, conforme prazo legal de licitação.
Em 2014, a empresa foi multada por lançar esgoto em nascente no Bairro Céu Azul.

Outro crime ambiental foi detectado em um córrego. A Copasa salientou que desde que assumiu a operação do sistema de esgotamento sanitário de Patos de Minas, em 2009, vem executando trabalhos de fiscalização e tomando providências em relação ao lançamento de esgoto no córrego e Rio Paranaíba, com a construção de interceptores, bem com os investimentos na própria ETE.

Copasa iniciou atividades na cidade em 2009(Foto: Reprodução/TV Integração)
Além disso, respondeu que a companhia mantém rigoroso controle de qualidade da água distribuída e que atende aos parâmetros de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Também são realizadas análises periódicas da água distribuída e os resultados disponibilizados nos demonstrativos de pagamento dos clientes.

“A fim de evitar maiores transtornos, a companhia irá intensificar as atividades de fiscalização dos serviços prestados, como já vem fazendo, visando melhorar ainda mais a prestação de serviço à cidade”, finalizou a nota.
O Codema havia considerado durante a audiência no Legislativo, no dia 19 de abril, que a falta de fiscalização por parte do Município como contratante dos serviços da Copasa também era ineficiente.

O G1 procurou a Prefeitura para comentar o assunto na manhã desta quinta-feira (29), mas até a publicação da matéria não houve nenhum retorno.
.