Hadácia Alves, de 29 anos, erainvestigada pela Polícia Federal(Foto: Arquivo pessoal)
“Foi uma crueldade. Estamos todos muito abalados”, disse nesta quarta-feira (20) ao G1 agestora pública Lana Leal, amiga da ex-secretária de Saúde do Cantá, Hadácia Alves, de 29 anos, achada morta dois meses após ter desaparecido em Boa Vista.
Os restos mortais de Hadácia foram encontrados em um matagal no domingo (17) por dois jovens que estavam na região do bairro Santa Cecília, no Cantá.

A ossada passou por exames que confirmaram a identidade da ex-secretária.
Lana, que foi a última pessoa a encontrar Hadácia antes dela ter sumido, afirmou que apesar de já desconfiar da hipótese de homicídio, ainda tinha esperanças de encontrar a amiga com vida.

Hadácia sumiu na noite do dia 17 de fevereiro.
“Não tenho palavras para descrever o que sinto.

Nunca congitei a possibilidade dela ter fugido daqui de Roraima [uma das linhas de investigação da polícia], porque ela sempre teve muito caráter. Também não acreditava que ela tinha sido sequestrada, pois nunca cobraram dinheiro.

Então, só restava essa possibilidade dela ter sido executada, que foi o que aconteceu”, afirmou.
Segundo ela, a ex-secretária não tinha inimigos declarados.

Hadácia era investigada pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em desvio de verba pública no Cantá.
“Ela não era nem de discutir com as pessoas.

Não tinha inimigos e quando foi levada para depor à Polícia Federal, cumpriu a parte dela”, contou.
Conforme a amiga, ainda não há data para o enterro de Hadácia.

“Estamos esperando a liberação dos restos mortais para fazer o velório dela, que será fechado apenas para as pessoas mais próximas. Estamos todos muito abalados”, encerrou.

Polícia suspeita de queima de arquivoA delegada responsável pelo caso, Magnólia Soares, disse ao G1 que a polícia trabalha com a hipótese de suspeita de queima de arquivo, tendo em vista que a ex-secretária era investigada pela operação ‘Libertatem’, da Polícia Federal, que apurou o desvio de verba pública no município do Cantá.
Magnólia informou que, conforme os resultados dos exames emitidos na tarde de terça pelo IML de Roraima, há 100% de confirmação de que a ossada é da ex-secretária.

Ainda segundo a delegada, a polícia já descartou a possibilidade do desaparecimento forjado e latrocínio e agora avalia o caso como sendo um homicídio. A Polícia Civil segue com as investigações em parceria com a Policia Federal para apurar o caso.

Entenda o casoA ex-secretária de Saúde do Cantá, no interior de Roraima, Hadácia Alves, desapareceu no dia 17 de fevereiro após deixar a amiga Lana Leal em casa, na zona Oeste de Boa Vista. Ela era viúva e morava sozinha no Cantá.

Quatro dias após o desaparecimento de Hadácia, o carro dela foi encontrado em frente a uma casa no bairro Nova Canaã. O veículo estava com o notebook, os cartões e vários outros bens da ex-secretária, que era enfermeira.

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