Moradores de bairros da Zona Norte de Manaus reclamaram da demora na passagem dos ônibus nas paradas, na manhã desta terça-feira (10). Há aproximadamente 15 dias, motoristas e cobradores de ônibus de diversas empresas a capital têm realizado paralisações para cobrar reajuste salarial.
Nesta quarta (10), as empresas Líder, que atende a Zona Norte, e a Expresso Coroado, na Zona Leste de Manaus, paralisaram parte da frota manhã desta terça.

De acordo com Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), os rodoviários pedem reajuste salarial de 20%.
Na parada na Rua 183, no núcleo 15 do bairro Cidade Nova, metade dos usuários desistiu de esperar o ônibus, por conta da demora.

“Eu já sabia que estava em greve, nem me admira mais esta situação. O Brasil está virado, já estou até acostumada.

Mais atrapalha muito o trabalhador”, disse a doméstica Aldenira Araújo, 64.
Os usuários apontaram que apenas um ônibus passou, mas como estava muito lotado, não parou.

“O 440 passou lotado e não parou. Atrapalha muito porque não sabemos o dia que cada empresa vai parar para nos programarmos”, disse a estudante Daniele Hassan, 19.

O agente de portaria Raimundo Elio Travassos, 49, também criticou a situação. “Mais cedo as paradas estavam lotadas.

Os ônibus não estão passando constantes não. Os que passam estão muito lotados e não param.

O problema vai ser na volta para a casa, que fica complicado. Espero que até o final do dia já tenham resolvido isso”, disse.

“Já cheguei a esperar mais de 40 minutos e nada do ônibus passar. Essas greves prejudicam muito o trabalhador, porque a qualquer momento eles decidem que a empresa que vai reduzir a frota.

Acho isso um desrespeito ao usuário. Os ônibus estão sucateados e não estão a altura do que eles exigem”, disse a funcionária pública, Ana Maria Coelho, 66.

Ônibus parados na garagem da empresa Líder, em Manaus (Foto: Ive Rylo/ G1 AM)ParalisaçõesNa segunda-feira (9), os rodoviários da empresa Viação São Pedro, no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, paralisaram as atividades. Foi a quarta paralisação da categoria realizada nos últimos 15 dias.

Ao menos 40 mil pessoas foram prejudicadas.
No dia 4 de maio, a São Pedro também paralisou o serviço.

Segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a paralisação atingiu 30 mil pessoas. NegociaçãoO Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região informou que marcou para o dia 13 de maio, às 10h, audiência de conciliação entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).

A pauta do encontro será o Dissídio Coletivo da categoria, que trata, entre outros assuntos, sobre as normas e condições de trabalho e reajuste salarial.
A data da audiência foi acordada em reunião realizada no 5, no TRT11, com a presença de representantes do sindicato patronal, dos rodoviários, da Prefeitura de Manaus e do Ministério Público do Trabalho.

O G1 não conseguiu contato com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).
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