Felipe, de 12 anos, nasceu prematuro e teve complicações na recuperação; a mãe, Tatiana, se diz esperançosa com o tratamento (Foto: Tatiana Pedroso / Arquivo Pessoal)
Tatiana Pedroso e o filho Felipe viajam na segunda-feira (9) para o Paraguai, onde ele iniciará o tratamento para o implante de células-tronco.   As aplicações serão feitas em uma clínica no Paraguai pelo médico paranaense Décio Basso. Felipe, que tem 12 anos, nasceu prematuro e durante a recuperação teve complicações que afetaram o seu desenvolvimento motor.

“Agora que a hora está chegando, a expectativa aumenta ainda mais. Mas, a sensação é de dever cumprido porque sei que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance”, comenta Tatiana, que é servidora pública em Toledo, no oeste do Paraná.

“Não sei se existem palavras para descrever esta sensação. Eu me sinto muito feliz em passar o Dia das Mães prestes a realizar este sonho, que é o meu presente”, completa.

Tatiana conta que Felipe é o mais ansioso e que e às vezes diz estar preocupado em não corresponder às expectativas da família. “Aí converso e ele fica mais tranquilo.


Sobre a técnica à qual Felipe se submeterá – ainda pouco usada no Brasil – a mãe acredita que é o mais promissor na área. “Falei com familiares de outros pacientes como o meu filho, o que me deixou bastante esperançosa.

Com os transplantes, alguns conseguiram recuperar a fala e alguns dos movimentos. Ele fala muito bem, mas não consegue sentar sozinho.

Espero que com as aplicações ele consiga mexer as mãos e os braços. Isso vai ajudar muito no dia a dia dele”, explica.

O tratamento inicialmente de dez dias custará o equivalente a cerca de R$ 50 mil, fora as despesas com as viagens, hospedagem, alimentação e exames laboratoriais necessários para o início do procedimento.
Boa parte do dinheiro foi doada pelo Toledo Futebol Clube – que repassou R$ 5 mil da venda de ingressos para a partida contra o Coritiba pela primeira fase do Campeonato Paranaense – e pelo jogador de futebol Nathan Ribeiro, que joga do Al Rayan, de Doha, no Qatar.

O atleta paranaense soube da campanha pelas redes sociais e decidiu ajudar.
“Estava ouvindo o jogo e, quando vi que não tinham chegado ao número de torcedores esperado, na hora pedi para o meu pai entrar em contato com um amigo para avisar a família que eu doaria o valor.

Sou pai de dois filhos e me comovi com a luta dos pais do Felipe. Imagino como deve ser difícil para eles.

Estou feliz em poder ajudar. Que Deus o ilumine”, declarou na época.

.