Gennaro Cannavacciuolo tinha 46 anos e morava em Curitiba (Foto: Reprodução/Facebook)
“À tarde, ele [Gennaro] me disse que estava feliz da vida por estar aqui”, contou em entrevista ao G1, nesta segunda-feira (10), Cauê Russi Mejia, de 20 anos. O jovem é filho dos donos da pousada em que Gennaro Cannavacciuolo, empresário de 46 anos que morreu ao cair de uma lancha na Ilha do Mel, estava hospedado na Ilha do Mel, no litoral do Paraná.
A situação ocorreu na noite de sábado (9), na praia Nova Brasília, perto do trapiche.

Segundo a Polícia Ambiental, o empresário estava sozinho quando caiu da embarcação.
A hipótese da polícia é a de que ele tenha batido a cabeça na queda, desamaiado e, em seguida, caído na água.

O Instituto Médico-Legal (IML) de Paranaguá, também no litoral paranaense, informou ao G1, nesta segunda-feira, que o empresário morreu de asfixia por afogamento. Estadia curtaCauê relata que Gennaro chegou à pousada Praia do Farol às 17h de sábado, sozinho.

“A pousada estava lotada e ele insistiu bastante para ficar aqui. Fiz umas trocas e consegui um quarto.

Foi, então, que ele me disse que estava animado, feliz. Por voltas das 18h, saiu e não voltou mais”, lembra.

O jovem disse que mais tarde, às 20h, estava em uma festa em outra lancha quando foram chamá-lo. “Uns colegas me disseram que meu hóspede estava passando mal, caído na água, e eu corri até ele.

Fizemos massagem cardíaca, mas não adiantou”, afirma.
Cauê conta que não consegui entrar em contato com a família de Gennaro e que guardou todos os pertences que estavam na lancha.

“Entrei e tinha muito bronzeador no chão. O som estava bem alto.

Acho que ele escorregou, bateu a cabeça e se afogou. Ele tinha tomado umas cervejas também”, explica.

Ainda conforme o jovem, os objetos de Gennaro estão guardados no quarto que ele alugou. “Fiquei com medo de o povo roubar da lancha e guardei tudo no quarto dele, que está trancado, aqui na pousada.

É possível que o sócio dele venha buscar ainda nesta segunda-feira”, diz.
O caso é investigado pela Polícia Civil.

Além de empresário, Gennaro também era advogado. Atualmente, ele atuava como diretor de uma empresa de consultoria de Curitiba.

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