Manifestantes montaram barracas em praça central (Foto: Graziela Rezende / G1 MS)Campo Grande registrou manifestações a favor e contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), neste sábado (16). Os manifestantes se reuniram em praças centrais, cruzamentos e também em frente ao Ministério Público Federal (MPF), onde um grupo permanece acampado há 31 dias. Nas próximas horas, a intenção é fazer uma vigília e acompanhar a votação da autorização para abertura do processo de impeachment.

Cerca de 50 manifestantes pró-Dilma iniciaram a “virada democrática” na praça Ary Coelho, localizada na região central de Campo Grande.
O ato teve início às 19h (de MS) e a organização do movimento, denominada Frente Brasil Popular, informou que permanecerá as próximas 24 horas no local.

Uma hora depois, segundo a organização, 100 pessoas já estavam presentes. A Polícia Militar (PM) não estava no local.

“Nós montamos barracas e pontos de concentração no qual vamos receber entidades que nos apoiam e também as pessoas que optam pela legalidade democrática, independente do partido. A vígilia vai começar esta noite na praça e a nossa intenção é ficar as próximas 24 horas neste ato político”, afirmou ao G1 a jornalista Ana Cláudia Salomão.

Manifesto pró-Dilma em praça de Campo Grande(Foto: Graziela Rezende / G1 MS)
Uma das coordenadoras do movimento também explicou que caravanas pequenas, vindas de Dourados e Aquidauana, devem chegar nas próximas horas.
“As pessoas que não conseguiram viajar até Brasília estão chegando para a capital, por isso escolhemos a praça, já que tem uma maior visibilidade.

Amanhã, nosso ato político será às 9h e até lá a nossa intenção é que mil pessoas passem por aqui”, disse.
Ainda conforme a organização, as pessoas ainda vão contar com apresentações artísticas de dança, teatro, além de seis congregações religiosas.

A cozinheira Franciele de Souza, de 32 anos, levou os filhos para brincar na praça e decidiu permanecer mais um tempo, para acompanhar as ações. “É impossível deixar a política de lado neste momento.

Estamos vivendo um momento histórico e acho que a democracia não pode ser esquecida”, finalizou. Acampamento no canteiro da avenida Afonso Pena(Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Churrasco e buzinaçoJá os manifestantes pró-impeachment realizam um churrasco esta noite.

Eles acreditam que o acampamento deve encerrar no domingo (17). O grupo, com cerca de 20 manifestantes do movimento “Chega de Impostos”, está acampado há 31 dias no canteiro da avenida Afonso Pena, a principal da cidade.

Em frente ao prédio do MPF, eles prometem passar a madrugada acordados para acompanhar a votação na Câmara dos Deputados, em Brasília.
O grupo instalou aparelhos de televisão para acompanhar a votação no plenário da Câmara.

Segundo alguns dos integrantes do grupo, o número de acampados era maior, mas diversas pessoas decidiram viajar para Brasília para acompanhar os votos.
Segundo a professora Maristela Morinari, de 52, além do churrasco, o grupo deve fazer por volta das 19h (de MS) um “buzinaço”.

Ela acredita que este sábado tenha sido o último dia do acampamento no canteiro da avenida, já que o propósito era permanecer no local até que fosse iniciado o processo de impedimento da presidente. “Estamos confiantes que este será o último dia”, apontou a manifestante.

Grupo de manifestantes está acampado há 31 dias no canteiro da avenida Afonso Pena, em frente ao MPF, em Campo Grande (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
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