Artistas, segmentos e entidades foram convocados para apontar alternativas (Foto: John Pacheco/G1)
Artistas e entidades voltaram a defender nesta sexta-feira (15), em Macapá, a permanência das atividades da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que podem ser modificadas por causa da recente decisão do governo que estuda a fusão da pasta com a Secretaria Estadual de Desporto e Lazer (Sedel). Carlos Matias, secretário interino de culturado Amapá (Foto: John Pacheco/G1)
Representantes de diversos setores artísticos se reuniram com o titular interino da Secult, Carlos Matias, para apontar alternativas contra a extinção. A medida do governo seria para conter custos e despesas em função da crise econômica encarada pela gestão.

As entidades apresentaram propostas sinalizando que a junção seria um “retrocesso para a classe artística no estado”, e que consequentemente iria ocasionar a redução de recursos para o setor, prejudicando a manutenção de áreas como música e eventos.
O cantor Amadeu Cavalcante, presidente da Associação dos Músicos e Compositores do Amapá (Amcap), atua com os setores defendendo a viabilidade da pasta, até como forma de dar mais visibilidade da cultura do Amapá junto ao Governo Federal.

“Somos contra essa fusão, mesmo sendo apenas uma coisa estudada ainda. Na música temos vários projetos coletivos que precisam ser tocados, como o ‘Réveillon Beira-Rio’ e o ‘Festival da Canção No Meio do Mundo’ que estão parados, e de onde vieram muitos artistas, que hoje estão com músicas engavetadas sem ter onde lançar”, completa.

O secretário Carlos Matias defende que independente do corte de gastos, o investimento aos artistas e eventos serão mantidos integralmente. A pasta trabalha com o levantamento de finanças, para quitar de forma inicial débitos pendentes para em seguida reordenar cargos e coordenadorias.

Segundo ele, a fusão ainda não está confirmada.
“Temos que ter uma situação real da secretaria, pois o saldo financeiro é difícil, e o orçamento não é o mesmo.

Vamos buscar recursos tanto na área federal, quanto privada, para dar maior aceleração à cultura. Vamos verificar e melhorar também o funcionamento de locais onde se tem maior presença de público, como a Fortaleza de São José”, adianta o secretário.

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