Estudante se vestiu e atuou como gari por um dia na orla de Macapá (Foto: Alan Nogueira/Arquivo Pessoal)
O estudante de psicologia Alan Nogueira, de 21 anos, vestiu uniforme e trabalhou como gari por um dia na praça Beira Rio, na orla de Macapá, no domingo (15). A iniciativa faz parte de um trabalho acadêmico que oferece aos universitários a experiência de sentir “na pele” o dia a dia da profissão.
“Não conseguia varrer o lixo muito bem, mas aprendi.

Foi um encontro emocionante. Senti algumas horas o que é enfrentar chuva, sol, ter força, dores nos pés, nos braços e ainda ser olhado diferente pelas pessoas.

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. ] Foi um dos dias mais intensos da minha vida”, disse o universitário lembrando que nesta segunda-feira (16), é comemorado o Dia do Gari.

Trabalho busca refletir dia a dia de mulheres garisem Macapá (Foto: Bruna Tavares/Arquivo Pessoal)
Segundo o Nogueira, a ideia surgiu durante a execução do projeto acadêmico denominado “As margaridas de Macapá”, que descreve o trabalho dos profissionais de limpeza pública da capital amapaense, em especial às mulheres da varrição.
“O projeto tem como objetivo demonstrar o papel deles na sociedade, o trabalho com a saúde pública e preservação da cidade limpa.

Contribuir para a reflexão das pessoas por mais respeito, mais cuidado com o lixo e estimular a redução do preconceito e discriminação. Eles merecem ser reconhecidos com dignidade”, descreveu.

Com um uniforme cedido pela empresa responsável pela manutenção urbanística da capital, Alan Nogueira passou o dia com três garis que estavam cuidando da limpeza da praça Beira Rio durante o domingo.
“Conhecer e reconhecer a profissão me traz uma profunda reflexão do quanto criamos estigmas e preconceitos sem fundamentos.

Vai contribuir com o meu próprio relato de experiência e com a ‘voz’ que podemos ter com esse momento”, concluiu o estudante.
O trabalho também é organizado pelas acadêmicas Adriane Souza, Carolina França e Cristina Sena.

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