Alunos ocupam escola em Fortaleza em apoio à greve de professores (Foto: Cedeca)
Mais uma escola da rede pública estadual de ensino foi ocupada pelos estudantes na manhã desta segunda-feira (2). A Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) João Mattos, no Bairro Montese, em Fortaleza, foi a segunda escola ocupada por estudantes em três dias. Na sexta-feira (29), um grupo de estudantes ocupou o Centro de Atenção Integrada à Criança e ao Adolescente (Caic) Maria Alves Carioca, no Bairro Bom Jardim.

De acordo com a direção da escola, os professores apoiam a ocupação e mobilizaram as cozinheiras para ajudar na alimentação. O ato dos estudantes é também de apoio à greve dos professores da Rede Estadual de Ensino, iniciada em 20 de abril.

Para ajudar na alimentação dos jovens, o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) montou um centro de coleta de doações de alimentos, material de limpeza e de higiene pessoal na sede da entidade, situada na Rua Deputado João Lopes, 83, Bairro Centro (atrás do Paço Municipal). As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira das 13 às 19 horas.

ReivindicaçõesEntre as reivindicações dos estudantes estão também  o aumento da verba para merenda escolar (atualmente de R$ 0,31 centavos por aluno); revogação da portaria de lotação (PL 1169/15); passe-livre para estudantes no sistema de transporte público; aumento de verbas para projetos pedagógicos e culturais; e estudo das questões de gênero na grade curricular. SeducEm nota, a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) diz que está aberta ao diálogo com professores e aluno e que a secretaria “não impedirá o acesso de alunos à escola desde que haja respeito ao patrimônio”.

A Seduc lembra que, de acordo com o Código Civil, “os pais são responsáveis legais por quaisquer atos de seus filhos”.
Sobre as reivindicações dos alunos, a secretaria explica que o valor da merenda escolar é definido e financiado pelo Governo Federal através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Diz, ainda, que  o passe livre estudantil não é de competência da Secretaria da Educação do Estado, mas sim das Prefeituras Municipais, responsáveis pelo transporte urbano e metropolitano.
Quanto ao estudo das questões de gênero, a secretaria afirma que  Coordenação de Diversidade e Inclusão Educacional “está à disposição para a realização de oficinas, palestras e rodas de conversas envolvendo toda a comunidade escolar sobre questões de gênero e diversidade” e que os debates acontecem por demanda da escola.

Em relação às reivindicações específicas dos alunos do CAIC Maria Alves Carioca, a Seduc afirma que  “já realizou melhorias na infraestrutura da escola e prevê novas reformas ainda este ano”. Além disso, diz a nota, um engenheiro civil juntamente com o Conselho Escolar da unidade de ensino estão verificando as melhorias necessárias.

GreveOs professores da rede estadual de ensino público do Ceará paralisaram as atividades em 20 de abril. Após o cumprimento dos prazos legais, a paralisação começou oficialmente na última segunda-feira (25) com adesão de servidores de todas as regiões do Ceará.

A greve afeta cerca de 445 mil alunos, maioria no ensino médio, em aproximadamente 700 escolas. No Ceará, há cerca de 13.

800 professores efetivos e 10 mil temporários.
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