Capitão Rodrigo Rodrigues morreu ao chegar noHGE (Foto: Arquivo / Segurança Pública)
O exame pericial residuográfico, que pode detectar se havia pólvora ou não no suspeito de matar o capitão da PM Rodrigo Moreira Rodrigues, 32 anos, morto durante uma ação policial, será concluído em até 15 dias em um laboratório fora do estado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pela Perícia Oficial de Alagoas.
Segundo a Perícia, o material recolhido de Agnaldo Lopes de Vasconcelos, 49 anos, foi entregue pelo chefe do Instituto de Criminalística de Alagoas, José Cavalcante de Amorim Medeiros, na última segunda-feira na sede da Policia Federal em Maceió.

Por sua vez, a PF enviará as amostras para o Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, no Distrito Federal, onde está instalado o Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) da Polícia Federal. Cavalcante explicou que após o crime, uma equipe do IC esteve na delegacia responsável pelo flagrante e coletou amostras de possíveis resíduos nas regiões das mãos suspeito.

O exame o perito utilizou coletores chamados “stub”, que são pequenos adesivos protegidos em frascos plásticos, sendo um para cada mão. Depois disso, as amostras foram lacradas para posteriormente serem analisadas no laboratório.

O procedimento amplia a imagem em até 300 mil vezes para visualizá-las. “Como Alagoas não possui esse equipamento, entrei em contato com a equipe de peritos da PF, com quem nutrimos uma parceria, e eles prontamente se disponibilizaram a nos ajudar enviando o material para o Instituto Nacional de Criminalística, onde se encontram os laboratórios utilizados para exames da Polícia Federal” disse o perito criminal.

Vasconcelos disse ainda que esse tipo de exame é muito utilizado para identificar vestígios de pólvora quando uma arma de fogo é usada em crimes. A identificação desse material é possível, porque, após efetuar o disparo, a arma expele tanto pela parte dianteira como traseira do cano uma expansão gasosa da combustão do explosivo presente nas munições que se aderem à superfície da pele.

Familiares e amigos do oficial foram ao enterrono domingo (10) (Foto: Derek Gustavo / G1)
Ele ainda esclareceu que existe um tempo máximo para a realização do exame residuográfico. Segundo prevê o procedimento operacional padrão da perícia criminal adotado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, a coleta dos resíduos em pessoas vivas devem ser realizadas no máximo em até 6h após o disparo, ou até 12h, quando o suspeito permaneceu sob vigilância permanente.

A Perícia acredita que como a coleta no suspeito da morte do capitão foi realizada dentro do prazo e respeitando todas as técnicas, o resultado deverá sair rápido. A expectativa do chefe do IC é que em 15 dias o laudo fique pronto.

O casoSegundo informações da assessoria de comunicação da Segurança Pública, o capitão, que conduzia uma guarnição da Radiopatrulha no sábado (9), foi baleado no pescoço durante uma ocorrência. Na ocasião, o militar tentava abordar um suspeito que estava em uma casa no bairro da Santa Amélia.

O militar ainda foi socorrido pela guarnição para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu ao ferimento. No domingo (10), o sepultamento foi feito com honras militares no Cemitério Parque das Flores.

O autor do disparo, um homem identificado como Agnaldo Vasconcelos foi preso por uma guarnição da RP e levado para a Divisão Especial de Investigação e Capturas ( Deic). Ele foi ouvido um dia após o crime pelo delegado Ronilson Medeiros e encaminhado para Casa de Custódia, no Jacintinho.

A arma do crime foi apreendida.
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