Homem dizia ser dono de uma empresa de transportes e mudanças (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
Rafael Lopes Franco, de 28 anos, foi preso na sexta-feira (13), suspeito de crime de estelionato em Manaus. De acordo a Polícia Civil, o homem dizia ser dono de uma empresa de transportes e mudanças. Após o pagamento do serviço, ele sumia com os pertences pessoais dos clientes.

Pelo menos cinco pessoas caíram no golpe. Ao G1, uma das vítimas relatou ter tido prejuízo de mais de R$ 2 mil.

O suspeito é natural do Mato Grosso do Sul, onde ficava a sede da suposta empresa, na capital. Segundo o delegado da Delegacia Especializada em Proteção ao Consumidor (Decon), Antônio Chicre, Rafael teria aberto uma filial em Manaus em 2015.

O suspeito anunciava o serviço em sites de compras e cobrava um preço abaixo do mercado para atrair clientes, conforme conta o titular.
“Nós começamos as investigações em fevereiro, após uma vítima fazer uma denúncia.

Ele iniciou os golpes em Campo Grande e depois se mudou para Manaus. Ele anunciava o serviço na internet, dizendo que fazia serviços de mudanças para outros estados.

Ele recebia o dinheiro e sumia com os pertences, que ele guardava em um depósito”, disse Chicre.
Durante as investigações foi constatado que as empresas de Rafael, nos dois estados, não estavam em atividade.

O empreendimento na capital amazonense, inclusive, não teria registro na Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea). “Era uma empresa de fachada.

Tinha mudanças em que ele cobrava de R$ 2 mil, R$ 4 mil e até R$ 6 mil no caso de transporte de veículos”, contou o delegado.
Segundo denúncias de vítimas, Rafael teria sumido com dois carros de clientes.

Os veículos foram recuperados pela polícia. Um dos automóveis era do filho de uma aposentada, que não quis ter o nome revelado na reportagem.

Ao G1, ela contou que pagou R$ 2. 450 para o suspeito fazer a mudança do filho de Manaus para Belo Horizonte.

Entretanto, roupas, eletrodomésticos e outros objetos da família não chegaram ao local.
“Meu filho procurou uma transportadora e achou essa “Trans Gold”.

Quando chegou lá, estava fechado. Ele disse que iria na casa para ver o que seria levado.

Ele foi lá, olhou tudo, assinamos um contrato e depois pegou tudo. Ele disse para colocar o máximo de coisas dentro do carro.

Ele pegou geladeira, fogão industrial, máquina de lavar, roupas, tudo. Ele deu um prazo de 40 dias mas nunca chegou nada lá”, relatou a vítima.

Após a denúncia, outras vítimas foram à delegacia do consumidor. Ele foi preso na tarde de sexta (13), em cumprimento de mandado de prisão preventiva.

Questionado sobre os golpes, Rafael Franco não quis comentar o crime, durante coletiva de imprensa, nesta segunda (16).
O suspeito deve responder pelos crimes de estelionato, propaganda enganosa e apropriação indébita.

Ele deve ser conduzido à uma unidade do sistema prisional da capital. Vítima mostra contrato firmando com o suspeito (Foto: Jamile Alves/G1 AM)
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