Celebração alusiva ao Dia Mundial da Hemofilia aconteceu neste sábado (16) (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
A informação pode ser o principal aliado no tratamento da hemofilia no Amapá, alerta a Associação dos Hemofílicos no estado (Aheap). Com 47 pessoas sendo atentidas em Macapá, a entidade estima que o número possa ser muito maior, pois a população não tem conhecimento sobre a patologia.
Para tirar dúvidas e destacar os avanços nos tipos de tratamento, o Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) promoveu neste sábado (16), a campanha “Não Deixe a Vida Sangrar”, que ocorre em todo o Brasil.

A programação celebra o Dia Mundial da Hemofilia, em 17 de abril, e foi marcada com a símbólica soltura de balões. Claudionor de Oliveira Filho, presidente da Aheap(Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
De acordo com o presidente da Associação de Hemofílicos do Amapá (Aheap), Claudionor de Oliveira Filho, o número de hemofílicos cadastrados no estado é baixo porque nem todo mundo tem conhecimento sobre a doença.

“As pessoas acabam tendo resistência e demoram a descobrir que têm a doença porque não apresentam nenhuma anormalidade”, disse.
Para Claudionor, a atenção deve começar quando se ainda é criança.

“Pediatras devem ficar atentos a qualquer sangramento difícil de ser estancado, pois é na infância que surgem as dúvidas entre os pais”, reforçou.
Há três anos Moisés Pontes, de 26 anos, descobriu que tem hemofilia.

Ele conta que a patologia está atrapalhando a vida profissional. A doença foi confirmada quando ele extraiu um dente e o sangramento não foi controlado com facilidade.

Moisés Pontes, de 26 anos, descobriu que éhomofílico há três anos (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
“Tenho 26 anos e já cogito a aposentadoria. As dores que eu sinto nas articulações não me permitem trabalhar normalmente.

Eu já fui tratado como portador de reumatismo pelas dores nas juntas”, contou o jovem que trabalha com serviços gerais.
O Hemoap atende todos os municípios do estado e tem 47 pessoas cadastradas com hemofilia.

A rede municipal de saúde não dispõe de atendimento especializado para portadores da doença.
Segundo o presidente da Aheap, a hemofilia é uma doença hereditária característica do homem, que ocorre quando há uma alteração no cromossomo materno, fazendo com que a mulher seja a transmissora da doença e dificilmente a portadora.

“Os casos de mulheres hemofílicas são muito raros, mas uma mãe portadora do gene e um pai hemofílico têm 25% de chance de ter uma filha com a doença”, explicou Claudionor.
De acordo com o Ministério da Saúde, o país tem 12 mil hemofílicos.

O que caracteriza a doença é a ausência do fator de coagulação do sangue, uma proteína que o organismo produz para conter hemorragias.
O tratamento da hemofilia pode ser feito através da administração do fator de coagulação deficiente, após uma situação que tenha provocado a hemorragia, ou com a utilização de várias doses desse fator de coagulação como forma de prevenção de episódios hemorrágicos.

Soltura de balões finalizaram a programação (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
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