Várias pessoas participaram do protesto, em Guajará-Mirim, pedindo a prisão de Tanus dos Santos, acusado da chacina. (Foto: Guerard Castro / Portal Guajará )
Os familiares das quatro vítimas da chacina ocorrida no dia 30 de dezembro de 2013 em Guajará-Mirim (RO), realizaram um protesto pacífico no final da tarde de segunda-feira (18), a 330 quilômetros de Porto Velho.
Segundo os organizadores, cerca de 100 pessoas participaram do manifesto, que teve o objetivo de pedir justiça e a prisão do suspeito Tanus dos Santos, que fugiu do Presídio Pandinha no último dia 11, na capital.

A Polícia Militar (PM) não fez estimativa da quantidade de participantes. A multidão se reuniu na casa da mãe e avó das vítimas, no Bairro Santa Luzia, depois seguiu em caminhada até a Delegacia Regional de Polícia Civil.

O grupo seguiu pela Avenida 15 de Novembro até o Fórum Nélson Hungria, em seguida foram até a Promotoria Pública, onde encerraram a manifestação.
Ao G1, o pedreiro Ronildes Paiva, de 36 anos, que perdeu os filhos Renato(5 anos) e Elissandro(16 anos), disse que a fuga do suspeito causou revolta e dor, pela impunidade do crime.

“A saudade dos meus filhos não tem fim. Queremos que ele pague pelo que fez, queremos que a justiça seja feita.

Só nós sabemos a dor que estamos sentindo. É difícil”, desabafou o pai, inconformado.

Entenda o casoUma mulher de 28 anos e os dois filhos, de 5 e 16 anos, foram mortos a tiros na madrugada do dia 30 de dezembro de 2014, no Bairro Santa Luzia, em Guajará-Mirim (RO). O autor do crime foi identificado pela polícia como sendo Tanus dos Santos, de 23 anos, que, na época, era o namorado da mulher.

A motivação para o crime, segundo os parentes das vítimas, seria ciúmes. Tanus dos Santos fugiu de presídio em Porto Velho,no último dia 11.

Ele é suspeito de ter matadoquatro pessoas em Guajará-Mirim(RO). (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Tanus se entregou à Polícia Civil acompanhado de um advogado, dois dias após o crime.

Cerca de 300 pessoas tentaram invadir a Delegacia Regional de Polícia Civil de Guajará-Mirim para linchar o suspeito.
Durante o tumulto, a Delegacia foi depredada e policiais ficaram feridos.

Um manifestante foi atingido por uma bala de borracha. Ninguém foi preso e, como medida de segurança, Tanus foi transferido para a  Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo, conhecida como Pandinha, localizada na Estrada da Penal, na zona rural de Porto Velho.

Ele estava preso no local até conseguir fugir no último dia 11, juntamente com mais três presidiário. Segundo um agente penitenciário que pediu para não ser identificado, sete presos serraram as grades de uma cela do pavilhão C e após caminharem aproximadamente 30 metros, conseguiram pular o muro da unidade.

Quatro foragidos foram recapturados nas proximidades da região por agentes penitenciários, com apoio de policiais civis e militares.
Agentes penitenciários, PM e Polícia Civil de todo estado estão envolvidos nas buscas pelos foragidos.

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) não se pronunciou a respeito em virtude da investigação ainda não ter sido concluída.
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