Famílias do Renda para Viver Melhor estão há 6 meses sem receber benefício (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Famílias atendidas pelo Renda para Viver Melhor se reuniram nesta terça-feira (10) em frente ao Palácio do Setentrião, em Macapá, para cobrar o pagamento de seis meses em atraso das parcelas do programa social mantido pelo governo do estado.
Com a ajuda do Ministério Público Estadual (MP-AP), os beneficiários ameaçaram acionar a Justiça para tentar receber o valor. O governo, através de nota, informou que datas de pagamento e novas adequações no programa serão informadas em coletiva à imprensa nesta semana, mas ainda sem data confirmada.

Desempregada, Mônica Maciel diz que acumuloudívidas (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
“Eu faço faxina na casa das amigas, de conhecidos. Quando eles não têm dinheiro para dar, eles me ajudam com alimentos.

Assim eu vou me virando. Estou devendo no mercantil e o jeito é vir aqui atrás de informação com o governador.

Ele é pai e sabe como é difícil”, diz a desempregada Mônica Maciel, de 44 anos, mãe de três crianças.
Segundo a dona de casa Joane Souza, de 37 anos, que faz parte de uma comissão formada para mediar a situação, o Estado não informa o que será feito, nem se poderão receber.

“Eles teriam que entrar em contato com a comissão em 48 horas para negociar os atrasados. Ficou determinado que eles pagassem o mês de abril agora no dia 10 de maio.

E nada disso foi feito. Eles não entraram em contato conosco.

O caso foi passado para a Procuradoria da Cidadania e possivelmente eles vão entrar com uma ação pedindo o bloqueio das contas do Estado”, falou Joane.
“Estamos esperando uma resposta oficial do governo que até agora não foi dito nada.

Bate o desespero. Passamos o Natal, o ano novo, o dia dos trabalhadores e o Dia das Mães sem dinheiro e ninguém vem a público justificar nada”, acrescentou a dona de casa.

Em abril, o MPE criou uma comissão para negociar com o governo a liquidação dos pagamentos atrasados do benefício.
O G1 tentou contato com o MPE para saber que medidas a instituição vai tomar para ajustar a situação, mas os promotores responsáveis pelo caso estão viajando.

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