Grupo de agricultores se concentrou na sede do Ministério Público Federal (Foto: John Pacheco/G1)
Famílias da comunidade rural de Alta Floresta, localizada em Cutias do Araguari, a 135 quilômetros de Macapá, realizaram nesta terça-feira (19) um protesto na sede do Ministério Público Federal (MPF), no Centro da capital.
Segundo os manifestantes, os moradores do local passaram a receber nos últimos dias ordens de despejo da área, sob a alegação de que as terras pertencem a uma multinacional que atua no plantio e corte de eucaliptos.
As famílias alegam que vivem há mais de 40 anos na região e nunca foram informadas sobre a propriedade da empresa.

Eles buscam junto ao MPF a abertura de procedimento para apurar o caso e obterem a posse definitiva das terras onde plantam e criam animais.
O técnico do MPF, Francisco Rocha, explicou que vai ouvir as reclamações das famílias para avaliar a abertura de procedimento para apuração.

Um grupo com cinco representantes da comunidade foi recebido pela equipe do Ministério.
O agricultor Amiraldo Ramos, de 47 anos, diz que a terra é a única fonte de sustento que a família tem.

Ele teme que com o mandado judicial as cerca de 30 famílias da região tenham as casas e as plantações destruídas em uma possível reintegração de posse.
“Fomos surpreendidos quando a empresa disse que a área é dela, e pelo que conheço não é dela.

Nasci e me criei por lá e nunca vi aparecer dono. Querem se apossar do que é nosso.

Eu pergunto para autoridades, para onde nós vamos se nos expulsarem de lá?”, questiona.
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