Funcionários cobraram por pagamento de salários, atrasado há 3 meses (Foto: Ive Rylo/ G1 AM)
Funcionários terceirizados que prestam serviço ao Hospital Pronto-Socorro 28 de Agosto, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus fecharam a Avenida Mário Ypiranga, em protesto na manhã desta terça-feira (10). Eles afirmam que o salário está atrasado há 3 meses e reinvidicam pagamento. De acordo com os manifestantes, aproximadamente 60 agentes de serviços gerais, maqueiros e do funcionários do setor administrativos participaram do ato, que iniciou às 7h30 e se estendeu até as 10h.

“Já estamos há três meses com o salário atrasado, o governo não está repassando o dinheiro. Temos família, as meninas pagam aluguel e estão sem dinheiro.

Estamos de mãos atadas, porque aqui é muito trabalho e o salário que é bom, sumiu”, disse a agente de limpeza, Maria Valdeiza Alfaia, 48 anos. Além do atraso no pagamento, os trabalhadores reclamam que também não tem recebido vale transporte.

“Fechamos o trânsito para que viesse alguém da direção falar com a gente, mas não vieram. A direção do hospital marcou uma reunião para as 14h para ver se resolve.

Se não resolver, vamos parar tudo”, disse a funcionária Francinete Pereira, 44 anos. Ainda segundo os funcinários, são aproximadamente 2 mil cargos (maqueiros, serviços gerias, administração) divididos em quatro turnos que prestam serviço do hospital.

“Hoje não sei nem como vou voltar para casa, porque não recebemos o vale transporte”, disse Maria Alfaia. Além dos salários atrasados, familiares de pacientes reclamaram da falta de água nos bebedouros, papel higiênico nos banheiros e material de limpeza e de segurança no Instituto da Mulher Dona Lindú.

“Minha esposa teve nenê na sexta-feira e desde então estou indo comprar água, porque não tem água para as pacientes beberem. Também não tem luvas para as enfermeiras usarem”, disse o trabalhador da construção civil, Jenival Silva, 21 anos.

O marido de outra paciente, que teve nenê no último fim de semana, reclama da falta de investimentos. “Os banheiros estão sujos, nem material para limpeza para os funcionários usarem, nem papel higiênico no banheiro.

Tem médico, enfermeiro, maqueiro e agente de limpeza. Eles falaram para gente que estão trabalhando por amor, porque estão com salários atrasados”, disse o inspetor de segurança, Elias Cintra, 40 .

TrânsitoA interdição do tráfego na avenida Mário Ypiranga pelos funcionários gerou enorme congestionamento em diversas avenidas da cidade. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) desviaram – ainda no viaduto – a passagem de veículos para a avenida Mario Ipiranga para evitar um congestionamento maior.

O G1 enviou solicitação de resposta e aguarda nota da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam).
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