Macapá Hotel foi construído na década de 40 à época do Território Federal do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)
A atual crise economica no Governo do Estado do Amapá (GEA), com baixa arrecadação de impostos e cortes nos repasses federais, pode forçar a venda de bens e imovéis públicos, como o Hotel Macapá e o navio Comandante Solon. O objetivo, segundo a Secretaria de Planejamento (Seplan), é evitar gastos com manutenção e levantar recursos para o tesouro e garantir salários.
O titular da pasta, Antônio Teles, disse que o governo iniciou um levantamento para identificar prédios e bens que possam ser vendidos, tanto no Amapá, quanto na representação do estado em outras federações.

No caso dos imóveis, foram identificados alguns espaços abandonados, segundo ele. Navio Comandante Solon está sem atividade desde 2013 (Foto: Arquivo/Rede Amazônica)
“O governo precisa reverter patrimônio em caixa, e a dificuldade, o que você tem hoje de patrimônio que não está sendo utilizado é impossível reverter em caixa para se poder financiar as políticas públicas, poder financiar saúde, educação, segurança.

Em uma ação imediata já fizemos o levantamento daquilo que é possível de ser vendido”, explicou Teles.
Segundo ele, está sendo feita uma avaliação de mercado para obtenção do valor mais adequado para a venda dos bens e imóveis.

Não foi definida a quantidade disponível para venda e nem a previsão de arrecadação. “O governo tem que vender dentro da lógica que o mercado avalia”, completa.

Um dos locais avaliados é o Macapá Hotel, localizado na orla do rio Amazonas, Centro da capital. De propriedade estadual, a construção iniciou na década de 1940 para atender à crescente demanda de viajantes à época do Território Federal do Amapá (TFA).

Até hoje o local recebe visitantes, e também atua como espaço para shows e eventos culturais.
O navio Comandante Solon, que tem 64 metros e comporta até 555 passageiros, está parado há mais de três e segue ancorado no distrito de Fazendinha, em Macapá.

A embarcação era usada por uma empresa, que teve o contrato rompido após não pagar o aluguel mensal.
Em janeiro de 2016, o governo iniciou reparos no casco e cogitou a ideia de usá-lo como navio-hospital através de uma parceria com a Marinha do Brasil.

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