Jéssica da Silva foi assassinada por Tailane Néris à facadas em outubro de 2015, em Guajará-Mirim(Foto: Arquivo Pessoal)
Tailane Néris, suspeita de ter assassinado à facadas dentro de um carro a adolescente Jéssica da Silva, em outubro de 2015, em Guajará-Mirim, teve seu pedido de prisão domiciliar aceito e está cumprindo pena em casa desde o dia 15 de abril, segundo o advogado de defesa. A acusada afirma estar grávida de sete meses do ex marido, César Castro, de 27 anos, que na época do crime, era namorado da vítima.
Ao G1, o advogado de Tailane, Francisco Sávio Araújo Figueiredo, disse que a Justiça concedeu a revogação da prisão preventiva no último dia 15 e que ela vai responder ao processo em liberdade, estando em prisão domiciliar no município de Nova Mamoré (RO), conforme o novo Artigo 319, do Código Penal.

“Segundo a lei, a gestante que se encontra em gravidez nos presídios, se não apresentar risco à sociedade, não tiver maus antecedentes e que não seja reincidente em crimes pode aguardar o julgamento em liberdade. Ela está sendo acompanhada por um médico e um psicólogo do sistema penitenciário e está muito bem”, explicou Figueiredo.

O crimeA adolescente Jéssica da Silva, de 15 anos, foi morta com vários golpes de faca e terçado no dia 6 de outubro de 2015, dentro de um carro no cruzamento das Avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro, no Bairro Próspero, em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi cometido pela ex-mulher do namorado da vítima e outra suspeita identificada como Patrícia Lembranzi, que segue foragida da Justiça.

Na época do crime, o delegado Sérgio Seizo Toma disse ao G1 que as duas suspeitas foram indiciadas por homicídio duplamente qualificado consumado. Somente a ex-esposa de César vai responder por tentativa de homicídio contra ele.

Conforme o laudo do médico legista da Polícia Civil, a jovem recebeu mais de dez facadas no corpo e várias terçadadas na cabeça. A morte foi causada pela facada que perfurou o coração.

“O homicídio duplamente qualificado é aquele por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela não teria chances de sobreviver porque foram muitos golpes.

Isso agrava ainda mais a ação praticada pelas suspeitas”, disse o delegado, na época. Depoimento do namorado da vítimaEm entrevista ao G1 em fevereiro de 2016, o delegado regional de Polícia Civil, Milton Santana, informou que César Castro prestou depoimento e declarou que não tinha conhecimento da gravidez de Tailane.

Ele ficou sabendo durante uma conversa com a mãe dela.
“Ouvi as duas partes e a Tailane contou a versão dela.

Já o César foi ouvido pela segunda vez. Ela disse não lembrar quantos golpes deu na vítima e que agiu em legítima defesa.

César negou a versão dela e continuou dizendo que as duas (Tailane e Patrícia) estavam armadas com uma faca e um terçado. Vão responder por homicídio qualificado.

A Patrícia vai ser presa, é só questão de tempo”, disse Santana. Prisão de César Castro, cinco meses após o crimeUm cão farejador da 1ª Unidade Especializada de Fronteira da Polícia Militar (1ª Unesfron) encontrou 8,5 quilos de pasta base de cocaína no dia 1 de abril, durante uma operação realizada na BR Engenheiro Isaac Bennesby, na zona rural de Nova Mamoré (RO), a cerca de 300 quilômetros de Porto Velho.

Segundo a PM, oito tabletes da droga estavam escondidos na tampa da carroceria de um veículo e seriam levados até a capital.
O suspeito foi identificado como César Castro, de 27 anos.

Após ser ouvido, César foi flagranteado por tráfico de drogas e posteriormente foi encaminhado ao presídio masculino de Guajará-Mirim, onde está à disposição da Justiça.
O advogado de Tailane, Francisco Figueiredo, também falou sobre a prisão de César Castro, que é ex-marido de Tailane e na época do crime era namorado da vítima.

“Quanto ao César, eu acompanhei a prisão dele. A Tailane já esperava que ele fosse preso, pois sempre soube da conduta ilícita do ex-marido”, comentou.

Tailane Néris se entrega e alega estar grávida de César CastroA mulher suspeita de ter matado a facadas a adolescente Jéssica da Silva, de 15 anos, em outubro de 2015 se entregou à Polícia Civil no dia 26 de janeiro, em Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho. Segundo o delegado regional Milton Santana, Tailane Neris Feliciano estava com mandado de prisão preventiva desde a época do crime.

Na delegacia ela não se pronunciou sobre o crime, mas alegou estar grávida do ex-namorado da vítima. Família da vítimaA dona de casa Cláudia da Silva, de 37 anos, que é mãe da vítima contou que a família ficou aliviada com a prisão de Tailane, mas a dor de ter perdido a filha é imensurável.

“Esperamos que ela pague, mesmo sabendo que minha garota não vai mais voltar e eu não vou ver o sorriso dela de novo. Eu quero olhar no olho dela e perguntar o motivo de ela ter ceifado a vida de uma jovem sonhadora e tão amada.

Ela há de pagar na Justiça dos homens e também na divina. Eu não sei o que pensar, mas se for verdade que ela está grávida dele, é muito triste.

Minha filha morreu de graça”, desabafou a mulher.
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