Docentes, técnicos e alunos da Ueap estão em greve desde o dia 17 de março (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
A greve de professores e técnicos da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) completou 40 dias nesta quarta-feira (27), e, por causa da paralisação das atividades, o calendário acadêmico referente a 2016 foi suspenso. Com isso, o cronograma de aulas pode ser alterado, informou a reitoria. A situação financeira da universidade, considerada grave pela própria instituição, provocou a greve iniciada no dia 17 março.

Reivindicações são para os dois campi da Ueap(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)
Segundo o reitor da universidade, Perseu Aparício, uma reunião na quinta-feira (28) com representantes do governo do estado vai tratar de negociações sobre reposições salariais de professores, além de melhorias na infraestrutura dos campi e construção do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) dos técnicos.
“Assim que a greve terminar, o calendário será reorganizado e passará por votação no Conselho Universitário.

Teremos que adequar o restante do ano, e provavelmente as aulas abrangerão o período de férias. Vamos negociar para, dependendo do resultado, adequar o calendário para o prejuízo ser o mínimo possível”, falou Aparício.

A greve atinge, além do cronograma de aulas, parte dos projetos de extensão da universidade. As pesquisas ainda não foram afetadas, segundo o Sindicato dos Docentes da Ueap (Sindueap).

Os técnicos informaram que 30% do efetivo permanecem nos departamentos. Perseu Aparício, reitor da Ueap(Foto: Jéssica Alves/ G1)
A dívida total da Ueap é calculada em R$ 4 milhões com fornecedores.

Entre os débitos estão quatro meses sem repasses para empresas de vigilância e dez meses de aluguel atrasado do prédio do campus II para lecionar aulas, em Macapá.
Segundo o reitor da Ueap, o orçamento de 2015 foi previsto em R$ 18 milhões, mas deixaram de ser repassados R$ 12 milhões.

Em relação ao ICMS, o percentual destinado à universidade que não foi desembolsado pelo governo ficou em R$ 18 milhões ao longo do ano.
O governo do Amapá informou, em nota, que o repasse do ICMS ocorre por meio da execução da folha de pagamento da universidade, efetuada pelo tesouro estadual e que no mês de março, o Estado arrecadou pouco mais de R$ 48 milhões em impostos.

A assessoria de comunicação informou que o executivo se pronunciará após a reunião com a instituição.
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