Prédios foram alvo de tiros em Sonoro (Foto: Polícia Civil de MS / Divulgação)
O grupo suspeito de explodir uma agência bancária, fazer reféns e atirar em prédios públicos de Sonora, município distante a 366 km de Campo Grande, já é alvo da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul há, pelo menos, dois anos. Eles seriam de estados vizinhos e inclusive já cometeram crimes semelhantes ali na região, de acordo com a polícia. Munições recolhidas após ataques em Sonora(Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena)
“A suspeita é que estes homens são de Goiás e do Mato Grosso.

Eles já são investigados pelo Garras [Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros] há um bom tempo e cometeram crimes semelhantes em municípios próximos”, afirmou ao G1 o delegado Edilson dos Santos.
No entanto, a polícia não repassa mais detalhes para não prejudicar as investigações.

Na terça-feira (19), dois veículos utilizados no assalto foram localizados abandonados em um canavial, a 12 km da cidade. Eles foram roubados no início deste mês, em Mato Grosso, e a investigação ainda apontará se eles foram levados exatamente para atuar naquela ocorrência.

Viatura também foi alvo de tiros em ataques(Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena)AtaquesAlém de destruir a instituição financeira com explosivos e atirar em unidades policiais, viaturas, almoxarifado e prédio da prefeitura, os bandidos também dispararam tiros em frente às casas de militares que estavam em folga, para impedir que saíssem. Todos os ataques foram simultâneos.

Foram feitos, ao todo, mais de 100 tiros de fuzis, submetralhadores, pistolas e escopetas. Marcas de tiros ficaram em viaturas, carros particulares, paredes de prédios públicos e no chão.

Ninguém morreu, porém, um tratorista de 43 anos, que preferiu não se identificar, conta que ao ouvir os tiros ele saiu para o quintal da casa dele e foi atingido na perna por uma bala perdida. A vítima recebeu atendimento médico e já está fora do hospital.

“Só escutei bater na perna, a bala. Suspendi o short e vi que era uma bala, saí correndo de volta pra trás”, explica.

Cédulas depredadas foram recolhidas após crime(Foto: Polícia Civil de MS / Divulgação)Entenda o casoPara a polícia, a madrugada de terror foi causada por um grupo formado por 8 a 12 pessoas em quatro veículos. A ação teve início às 2h30 (de MS) e durou aproximadamente 40 minutos.

Análise de imagens feitas por câmeras de estabelecimentos vizinhos apontam cerca de quatro explosões na agência bancária.
Durante a ação dois homens, entre eles um taxista, foram feitos reféns.

Eles foram obrigados a carregar malotes de dinheiro roubado dos cofres. Foram roubados cerca de R$ 1 milhão.

Um taxista disse ao G1 que o clima que ficou na cidade é de tensão e medo.
A perícia recolheu um revólver de calibre 38 que pertence à empresa de segurança do banco.

Cédulas dilaceradas também foram apreendidas assim como projéteis de armas usadas pelos bandidos. Parece de prédio do pelotão da Polícia Militar foi alvejado (Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena)
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