Animais resgatados pelo Grupo Focinho Carente são doados após castração. (Foto: Focinho Carente/Divulgação)
Sensibilizadas com a quantidade de cães e gatos abandonados nas ruas de Vilhena (RO), no Cone Sul, uma advogada, duas analistas e uma funcionária de uma imobiliária se reuniram para criar o grupo Focinho Carente. A ação que iniciou há dois meses, já tirou cerca de 50 cães e gatos das ruas com a ajuda de doações.

Depois de resgatados, os animais são castrados, vacinados e ficam disponíveis para adoção responsável.
“Hoje não temos uma estrutura 100%, pois ainda estamos engatinhando, mas, através de doações, acreditamos que vamos conseguir arrecadar um valor suficiente para comprar medicação e outras coisas necessárias para tirá-los dessa condição”, explica uma das organizadoras, a analista comercial Ana Paula Frighetto Fronza.

As pessoas geralmente procuram o grupo para informar a existência de cães ou gatos nas ruas. De imediato, as jovens vão até o local, recolhem os animais e os levam para um lar temporário.

Esses lares são de dois voluntários que estão dispostos a ficar com os animais por um período.
Em outros casos, o grupo é solicitado para ajudar na compra de rações e vacinas em casos em que os donos enfrentam problemas financeiros para manter os animais.

Por essa procura, atualmente estão realizando uma ‘vaquinha online’ para arrecadar R$ 5 mil até o final do mês de agosto para ajudar a dona Leonice, que abriga cerca de 50 cães e gatos.
O grupo ressaltou que não tem intenção se tornar uma organização não governamental (ONG) ou algo semelhante.

“Nossa proposta é apenas prestar assistência a esses animais, e o primeiro passo para diminuir o sofrimento deles é controlar a natalidade, por isso castramos todos os resgatados”, afirmou a analista comercial. Animais resgatados esperam por adoção em Vilhena.

(Foto: Focinho Carente/Divulgação)Adoção responsávelPara levar para casa um dos animais do Focinho Carente, o candidato a adotante precisa atender pré-requisitos. É feito uma visita à residência para analisar a estrutura do imóvel, levando em consideração, sobretudo, se o quintal é fechado.

“Essa é uma das nossas exigências, pois não adianta tirá-los da rua para eles fugirem e voltarem novamente para lá”, disse Ana Paula.
Outro critério considerado é se a pessoa tem condições de arcar com vacinas e rações.

Caso não tenha, o grupo está disposto a prestar esse tipo de auxílio. Quem quiser contribuir, pode entrar em contato pelo celular com uma das responsáveis:Ana Paula: 8136-1995Tcherly: 8485-9077Ana Romagna: 8112-6560
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