Manifestações contra e pró-impeachment em Maceió (Foto: Suely Melo/G1)
Manifestantes contra e a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) se reúnem em dois pontos distintos da orla de Maceió para acompanhar, por meio de telões, a votação na Câmara, na tarde deste domingo (17), que vai definir se o processo contra a presidente será aberto ou não. A sessão será aberta às 14h, e a previsão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é iniciar a votação às 16h.
Na Ponta Verde, em frente ao Alagoinha, se reúnem os manifestantes que pedem o fim do governo Dilma.

Até o início da tarde, a organização não tinha uma estimativa do número de pessoas no local. Praça em Maceió lotada de manifestantes a favordo impeachment para assistir à votação(Foto: Suely Melo/G1)
“Nós trouxemos um trio de alta potência, com som diferenciado.

Esperamos cerca de 5 a 10 mil pessoas. Na programação, terá bandas como Bora Bora, Toninho Antunes e Cannibal”, disse Henrique Arruda, um dos organziadores do Movimento Brasil.

A arquiteta Socorro Soriano, 55, foi às ruas para pedir a saída da presidente. “Eu acho que a situação do país por si só já mostra o porquê que a Dilma deve sair.

Se o povo a colocou lá [na presidência], o povo também é capaz de tirar ela do poder. Estamos vivendo uma situação de desemprego, de crise política que tem que ter fim”.

Manifestantes contrários ao impeachment de Dilmaergueram tendas e vão acompanhar a votação pormeio de telão (Foto: Suely Melo/G1)
Mais adiante, na orla da Pajuçara, se reúnem integrantes de movimentos sociais e pessoas contrárias ao impeachment, coordenadas pela Frente Brasil Popular, que também não tinha uma estimativa do número de participantes no início da tarde.
“Nós estamos aqui com várias entidades que compõem a Frente Brasil Popular junto aos cidadãos alagoanos que são contra o golpe.

Reafirmando que impeachment sem crime de responsabilidade é golpe. Não há nenhuma sustentação jurídica para o impedimento do mandato da presidente.

Estamos aqui em defesa da democracia e vamos permanecer até o final da votação”, afirmou Élida Miranda, que faz parte da organização do movimento.
Raul Santos, 42, é integrante de movimentos agrários e defende a permanência de Dilma na presidência.

“A Dilma faz muito pelo nosso país, dizem que ela é ladra, mas ladrões são eles que querem tirá-la à força. O PSDB ficou anos no poder e não fez nada, enquanto Dilma e Lula fizeram vários programas sociais como Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida”.

 SESSÃO DO IMPEACHMENTDeputados debatem pedido contra Dilma. Entenda a votação na CâmaraCada um dos 513 deputados serão chamados ao microfone para proferir seu voto.

A previsão é de que cada parlamentar gaste, em média, 30 segundos para votar. A ordem de chamada será por estado, começando pelo Norte.

Veja aqui a ordem de votação. São necessários no mínimo 342 votos “sim” para que o parecer do relator da comissão especial de impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), seja aprovado.

Ele recomenda no documento a continuidade do processo de afastamento da petista. Se aprovado, o processo vai para o Senado, que terá que decidir se acolhe a denúncia e julga a presidente por crime de responsabilidade.

Caso não sejam alcançados os 342 votos, o processo é arquivado. Entenda como funciona todo o processo de impeachment.

Os debates que antecederam a votação começaram às 8h55 de sexta-feira (15) e seguiram em sessão ininterrupta até as 3h42 deste domingo (17). Foi a sessão mais longa da história da Câmara.

Na última etapa de debates, com os discursos individuais dos deputados contra e a favor do impeachment, havia ao todo 249 parlamentares inscritos para falar. Porém, somente 119 discursaram.

Ao menos 60 já haviam anunciado que abriam mão do tempo de fala para acelerar o debate e permitir a votação nesta tarde.
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