Protótipo do jogo Catch the Spheres (Foto: Divulgação/ Ifal)
O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) divulgou, nesta segunda-feira (11), que desenvolveu a partir de uma pesquisa junto à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) um protótipo de jogo para videogame que pode auxiliar no tratamento de doenças debilitantes de movimentos, em especial a Doença de Parkinson.
De acordo com o Ifal, a proposta é utilizar o jogo Catch the Spheres, desenvolvido pelos pesquisadores, para monitorar os sinais fisiológicos dos pacientes, e remeter os boletins aos médicos que podem atender especificamente cada paciente de acordo com a sua limitação motora.
O jogo, que foi experimentado por 15 pacientes e 15 usuários saudáveis, onde um deles apresentava problema motor não relacionado à Doença de Parkinson, tem sensores de detecção de movimentos, permitindo que os jogadores utilizem o sistema sem precisar de um controle remoto.

No programa, o usuário deve capturar ou desviar de bolas que vêm em sua direção. Os objetos são caracterizados por duas cores: azuis e vermelhas.

Inicialmente as bolas aparecem apenas na cor vermelha, mudando para azul apenas ao chegar perto do personagem.
O tempo para a bola mudar de cor depende da dificuldade escolhida pelo jogador.

O personagem do jogo irá reproduzir todos os movimentos realizados pelos usuários. Para capturar as bolas, o personagem deve tocar as bolas azuis com os pés ou mãos e desviar das bolas vermelhas.

Professor Leonardo Melo de Medeiros é o idealizadorda pesquisa (Foto: Divulgação/ Ifal)
Com os resultados obtidos, a análise realizada pelo sistema entre os usuários a partir da captação de movimentos teve eficácia de 86,7%.
Apesar de ainda estar em fase de testes, o jogo pretende ser difundido e comercializado entre usuários e médicos, caso desperte o interesse das indústrias farmacêuticas ou tiver o apoio em Parcerias Público Privadas (PPPs).

Os estudos relatam que os Sistemas de Monitoramentos da Saúde (SMS) não são invasivos, pois não provocam desconfortos físicos e nem interferem nas rotinas e hábitos dos usuários do programa.
A proposta do protótipo foi desenvolvida pelo professor do curso de bacharelado de Sistema de Informação do Ifal (Campus Maceió), Leonardo Melo de Medeiros.

Ele relata que Parkinson foi escolhida por ser uma doença neurodegenerativa crônica, progressiva e com causa desconhecida.
“A abordagem de monitorar os sinais em diferentes momentos do dia, de forma lúdica, espontânea e não invasiva, permite um melhor gerenciamento da doença e, por consequência, melhora a qualidade de vida destes indivíduos”, explica Medeiros.

Movimentos são monitorados e dados são passadosaos médicos (Foto: Divulgação/ Ifal)
O protótipo foi testado apenas em pacientes com a Doença de Parkinson, mas pode ser utilizado e adaptados para portadores de outras doenças neurodegenerativa, como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e Doença de Huntington.
Os primeiros resultados serão levados à Europa para ser apresentada em junho, no 29º Simpósio Internacional em Sistemas baseados em Medicina e Informática, que ocorre nas cidades de Dublin e Belfast, localizadas na Irlanda.

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