Farmácia Popular de Vilhena não atende há uma semana (Foto: Eliete Marques/G1)
A Farmácia Popular de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho, está fechada há uma semana. De acordo com a gerência, a única impressora fiscal do programa queimou, o que tem impedido o atendimento ao público. A previsão é que uma impressora cedida da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) seja instalada até a quarta-feira (11).

Enquanto isso, os usuários da farmácia reclamam, pois dizem que não têm condições financeiras para adquirir remédios nos estabelecimentos convencionais.
Na porta, um aviso diz que a farmácia está fechada por causa de problemas técnicos.

A dona de casa Margarete Marques leu o recado e diz que ficou entristecida. Ela sofre de pressão alta e pega os remédios há mais de um ano no programa, uma vez por mês.

“Se não tem aqui, tem que comprar, o que é difícil para gente”, salienta. Elizabete não conseguiu comprar a pomada para oproblema de pele do pai em Vilhena, RO(Foto: Eliete Marques/G1)
O laminador Admir da Silva procurou o programa para pegar os remédios de pressão alta e diabetes da mãe, de 70 anos, que está acamada, mas não teve acesso aos medicamentos.

A camareira Elizabete Lopes pretendia adquirir uma pomada para o problema de pele do pai, de 61 anos.  
“Nas farmácias normais é tudo muito caro.

Não temos condições financeiras e tem que se virar, pois caso de saúde é preocupante. Eles deveriam resolver logo, pois quem paga é a população que mais precisa”, ressalta Elizabete.

A gerência do programa informou que a impressora cedida está em teste nesta terça-feira (10), e caso a instalação seja realizada, o atendimento deve ser retomado até a quarta-feira (11). Se a máquina não funcionar, os usuários precisarão esperar a compra de um novo equipamento.

Nesta situação, a gerência não soube informar o tempo previsto. Pessoas que estão indo até a farmácia popular de Vilhena estão sendo informadas do não atendimento (Foto: Eliete Marques/G1)
O programa Farmácia Popular oferece remédios gratuitos para pressão alta, diabetes e asma.

Outros medicamentos como anticoncepcionais, antibióticos, e vermífugos têm descontos de até 90%. Em Vilhena, o programa atende, em média, 150 pessoas por dia.

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