Manifestação chamada de ‘Ato contra o golpe’ ocorre em Juiz de Fora (Foto: Rafael Antunes/G1)
O fim da tarde e início da noite de sexta-feira (17), na Zona da Mata, é marcado por manifestações. Em Juiz de Fora ocorre um “Ato contra o golpe”. Já entre Coronel Pacheco e Goianá ocorre um protesto na MG-353 feito pelo Movimento dos Sem Terra (MST), que bloqueia a rodovia.

Juiz de ForaA manifestação denominada “Ato contra o golpe” começou por volta das 17h. A concentração é na Praça da Estação, no Centro da cidade.

Segundo os organizadores, a previsão é que após os discursos haja uma passeata. Inicialmente o trajeto será a subida até a Rua Halfed com destino a Câmara Municipal.

Ainda há a possibilidade de os manifestantes seguirem até a Praça Jarbas de Lery. Neste momento a organização informou que têm no local 1.

000 pessoas. A Polícia Militar informou que são cerca de 300.

Segundo Betão, vereador do PT em Juiz de Fora, a burguesia achava que o impeachmant seria fácil, mas não é isso que está acontecendo. “Brasília está completamente vermelha.

A partir do dia 18, qualquer que seja o resultado da votação, vamos para a rua lutar ainda mais pelos direitos dos nossos trabalhadores”, comentou. Ainda de acordo com ele, o motivo pelo qual o Movimento Sem Terra (MST) bloqueou a MG-353 foi o fato de as empresas que os levariam para o local ter se negado a fazê-lo.

“Por isso decidiram fechar a rodovia”, afirmou. O vereador disse, também, que a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) se recusou a dar autorização para o carro de som que apoia o ato, por isso fizeram um boletim de ocorrência na PM para garantir a manifestação.

O G1 entrou em contato com a Settra para saber sobre a autorização dita pelo vereador e aguarda regorno. Bloqueio na MG-353Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), cerca de 100 manifestantes do MST bloqueiam a MG-353, entre os municípios de Coronel Pacheco e Goianá.

A pista foi fechada no fim da tarde. Eles colocaram fogo em pneus.

A assessoria de comunicação do grupo confirmou que todos são assentados da região e que a intenção era ir para Juiz de Fora e se juntar a outros manifestantes do movimento contra o impeachment da presidente Dilma, que o grupo considera um golpe. Contudo, a empresa de ônibus contratada por eles se negou a leva-los.

Por isso fecharam a rodovia.
O MST, além de se posicionar contra o impeachment, também pede pela reforma agrária e cobra justiça pelos 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás.

A Policia Militar Rodoviária acompanha a manifestação.
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