Corpo de Elizete Cardoso foi encontrado dentro de mala em Monte Alto (Foto: Chico Escolano/EPTV)
A Justiça condenou a 22 anos e oito meses de prisão o homem acusado de matar Elizete Cardoso, de 41 anos, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala em Monte Alto (SP). Rodrigo Francisco Paiva, de 35 anos, já cumpria prisão preventiva desde fevereiro do ano passado – ele foi preso cinco dias após o assassinato.
O advogado Célio da Fonseca Brandão Filho afirmou que já recorreu da sentença no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Segundo ele, a defesa não questiona a autoria do crime, mas a rigorosidade da pena imposta.
Conhecido como “crime da mala”, o caso chocou a região de Ribeirão Preto (SP).

O corpo de Elizete foi encontrado por moradores do bairro São Guilherme, em 21 de fevereiro, dentro de uma mala deixada em um terreno. Paiva morava a 100 metros do local.

Em depoimento à Polícia Civil, o réu confessou o homicídio, afirmando que matou Elizete na madrugada de 18 de fevereiro, após uma discussão. Segundo o promotor João Henrique Ferreira Pozzer, ambos haviam combinado um programa naquela data, na casa de Paiva.

“Quando eles se preparavam para ato sexual, ela pegou algumas pedras de crack que seriam dele. O Rodrigo partiu em direção a ela e tiveram uma breve discussão, seguida de luta corporal.

Ele então aplicou um mata leão nela e acabou matando-a por asfixia”, disse. Elizete Cardoso foi morta porque pegou pedras de crack do réu (Foto: Reprodução/EPTV)
Após o crime, ainda de acordo com o promotor, Paiva colocou o corpo de Elizete dentro de uma mala, que estava guardada no imóvel e pertencia a sua mãe.

Em seguida, abandonou a bolsa em um terreno próximo.
“Ele andou pela rua com essa mala.

Uma testemunha cruzou com ele e, graças a essa pessoa, os fatos tiveram uma apuração mais rápida. Mas, o local do crime em si foi a residência onde ele estava morando, sozinho”, afirmou Pozzer.

No julgamento nesta terça-feira (10), Paiva optou por permanecer em silêncio diante do júri, que o condenou pelos crimes de homicídio duplamente qualificado – por motivo fútil e emprego de meio cruel – e ocultação de cadáver.
Além da prisão em regime fechado, o juiz Gilson Miguel Gomes da Silva, da 1ª Vara da Comarca de Monte Alto, determinou o pagamento de 16 dias-multa e 100 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps), o que corresponde a R$ 2.

355. Mala foi deixada pelo réu em terreno a 100 metros da casa onde morava (Foto: Guilherme Leoni/EPTV)Pena rigorosaO advogado Célio da Fonseca Brandão Filho, que defende o réu, afirmou que já recorreu da sentença, por considerar a pena muito rigorosa.

Brandão Filho destacou que, em nenhum momento, a defesa questionou a autoria ou a materialidade do crime.
“Não dissemos que não foi ele, ou que ele não fez.

Então, não teria sentido recorrer ao TJ-SP nesse sentido. Como eu sou nomeado pelo Estado, o meu compromisso com o réu termina no recurso.

Eu vou aguardar o que o Tribunal decidir”, afirmou.
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