Julgamento dos acusados de matar irmãos ocorreu em Macapá  (Foto: Reprodução/Rede Amazônica no AP)
A Justiça do Amapá condenou nesta terça-feira (10) dois policiais militares acusados de matar os irmãos Marcelo, de 20 anos e William da Costa Sidônio, de 27 anos, em janeiro de 2012. O julgamento, que durou dois dias, aconteceu na 1ª Vara do Tribunal de Júri em Macapá. As vítimas foram mortas a tiros no dia 21 de janeiro, durante uma briga em um balneário no distrito da Fazendinha, a 9 quilômetros da capital.

Vítimas teriam se desentendido com suspeitosem balneário (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
O tenente da Polícia Militar (PM), Alex Alfaia, foi condenado a 16 anos de prisão e a perda do cargo público. Já o policial Márcio André de Souza foi condenado a 7 anos de prisão.

Ambos em regime fechado. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), as vítimas consumiam bebidas alcoólicas com mais quatro amigos, e teriam se desentendido com outro grupo em que estavam os policiais, que também consumia bebidas no balneário.
No meio da confusão, os irmãos Sidônio e os amigos decidiram pegar um táxi.

Antes que todos chegassem ao veículo, os policiais efetuaram disparos de arma de fogo atingindo os dois. Marcelo e William foram socorridos no Hospital de Emergências de Macapá, mas não resistiram aos ferimentos.

O julgamento começou por volta das 9h de segunda-feira (9), onde foram ouvidas nove testemunhas e foi retomado nesta terça-feira, no qual foram ouvidos os advogados de defesa e acusação. Para a defesa, a decisão foi considerada um equívoco.

“Foi um absurdo essa decisão, pois testemunhas prestaram depoimentos contraditórios, disseram que outra pessoa teria matado os irmãos. Por isso estamos trabalhando e já entramos com o recurso para reverter isso”, ressaltou o advogado Charles Bordalo.

Para a família dos irmãos, o resultado do julgamento foi um alívio após uma batalha que durou cerca de 4 anos. “Estamos sem palavras por causa da emoção.

É uma sensação de dever cumprido e de que a justiça foi feita”, comentou a irmã das vítimas, Queila Sidônio.
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