Suspeitos foram apresentados para imprensa em Manaus (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Felipe Ribeiro Batista, de 27 anos, é apontado pela Polícia Civil como líder de uma facção criminosa e como responsável por pelo menos 10 homicídios em Manaus. Ele e um comparsa – Dinei Vieira Barbosa, de 35 anos -, foram presos na madrugada do domingo (10). As prisões ocorreram durante investigação sobre a morte de um integrante de uma facção rival.

O assassinato ocorreu na noite de sábado (9),  no bairro Novo Israel, Zona Norte da capital. Após o crime, Batista teria postado foto da vítima em uma rede social, segundo a polícia.

A dupla foi apresentada à imprensa nesta segunda-feira (11). O suspeito de 35 anos assumiu a autoria da morte ocorrida no sábado.

Já Batista negou os assassinatos e o envolvimento com a facção criminosa. A dupla não quis comentar mais detalhes sobre o caso.

  
Segundo a polícia, uma equipe do  Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) abordou Batista na casa de uma namorada na rua Santos Dumont, bairro Colônia Santo Antônio, na Zona Leste. Já o suposto comparsa foi localizado na Avenida da Conquista, na Zona Norte de Manaus.

De acordo com delegado do DRCO, Rafael Allemand, Batista já foi preso outras vezes.   “Essa é a terceira vez que ele é preso pelo DRCO  em menos de um ano.

[foi preso] Por homicídio consumado, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação, associação para tráfico”, disse.
Segundo o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, o maior período em que Felipe ficou preso foi de seis meses.

“Ele tem um problema na cabeça. Com isso, ele conseguiu uma liberdade provisória e aproveita para continuar matando quando está na rua”, afirma o delegado.

Os homicídios atribuídos ao suspeito preso ocorreram desde 2013. “Ele é pistoleiro, dá ordem, ele manda”, disse Martins.

A dupla foi encaminhada para Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. Rede socialA polícia informou ainda que Batista teria feito postagens no Facebook logo após a morte do rival, no sábado.

“Esse perfil falso é dele. Ele pedia para alguém alimentar pra ele.

Logo depois da morte recebemos a informação de que ele estava se vangloriando da morte”, disse Allemand. Suspeito teria feito postagens logo após morte de rival (Foto: Reprodução/Facebook)
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