Ônibus ficaram parados durante mais de uma hora (Foto: Divulgação/Sinetram)
Pelo terceiro dia seguido, membros do Sindicato dos Rodoviários paralisaram linhas do transporte coletivo de Manaus. Desta vez, as linhas 601, 608, 610 e 612, que pertencem à empresa Transtol Transportes ficaram sem operar de 15h40 até às 17h18 desta quinta-feira (28). As linhas atendem bairros da zona Sul da capital e deixaram pelo menos 3 mil pessoas sem condução.

Em nota, o Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo (Sinetram), informou que a paralisação é pelos mesmo motivos usados pelos sindicalistas quando paralisaram as atividades em outras duas empresas esta semana: o não acordo em relação ao dissídio coletivo da categoria. De acordo com o Sinetram, as empresas acionaram a justiça contra os sindicalistas.

Liminar em vigorDesde a última segunda-feira (25), as dez empresas que operam o transporte coletivo estão em posse de uma decisão deferida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que estabelece que 70% da frota opere normalmente nos horários de pico, caso o Sindicato dos Rodoviários realize algum movimento. O descumprimento da decisão judicial pode acarretar uma multa de R$ 50 mil por hora ao sindicato dos trabalhadores.

                                                                                                                                                                                       DissídioEsta semana o Sinetram se reuniu com representantes do sindicato dos rodoviários, para discutir propostas do dissídio coletivo dos trabalhadores, mas não houve acordo. Os sindicalistas pleiteiam um reajuste de 20%, porém, com a grave crise econômica por que passam o sistema de transporte e o país, é muito difícil um reajuste, muito menos nesse nível.

As negociações devem continuar até o início da data base da categoria, que é dia 1º de maio. Atualmente o salário dos motoristas é de R$ 2.

093,98, cobrador R$ 1. 046,98, administrador de linha R$ 2.

293,54, tíquete alimentação e vale-lanche diários de R$ 12,50 e R$ 6,50, respectivamente, cesta básica de R$ 210,60, além do plano de saúde.
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