Porcos foram deixados no meio do lixo (Foto: Macklon Campos)
Uma lixeira viciada localizada em um terreno particular de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, tem gerado reclamação de quem mora próximo ao local. Resíduos domésticos, pneus e carcaças de animais se acumulam na região. Além de poluir o lugar quem passa por ali diz que o risco de contrair doenças é grande.

A área pertence a uma empresa privada de navegação. A proprietária não quis gravar entrevista, mas informou que solicitou para a prefeitura de Santana uma limpeza no local, que foi realizada no no dia 23 de abril.

Entretanto, os resíduos foram novamente jogados por pessoas que moram na região. Lixeira viciada em terreno em Santana (Foto: Macklon Campos)
A Secretaria de Manutenção Urbanística do município informou que apesar de ter realizado a limpeza após uma solicitação do Ministério Público do Estado, a responsabilizade pela manutenção da área é da proprietária.

O secretário Ancelmo  Brandão explica que uma audiência será realizada, ainda sem data definidia, para que a situação possa ser amenizada.
“Quando há muito lixo, mandamos uma equipe fazer a limpeza, mas lá é uma área particular e quem deve limpar é a proprietária.

Para evitar o transtorno, colocamos um container na entrada da baixada do Ambrósio, mas a situação continua, infelizmente. Na audiência vamios propor que ela ceda o espaço para fazer uma via de acesso do município.

Entretanto, isso ainda será definido”, disse.
O vendedor Agenor Cardoso, de 60 anos, trabalha e mora próximo ao local e reclama que a situação dura há cerca de 6 meses.

Ele diz que parte do lixo é jogado por moradores e pessoas de bairros vizinhos.
“Uma equipe da prefeitura chegou a fazer limpeza, mas muitas pessoas continuam jogando o lixo no local.

O carro da limpeza vem aqui recolher o lixo, mas muitas vezes deixam de pegar todos os resíduos, que com o tempo vai acumulando. E também muitos moradores colaboram para essa situação”, relatou.

A dona de casa Maria Campos, de 37 anos, diz que tem medo que os filhos, de 5 e 7 anos, contraiam doenças devido ao acúmulo de lixo no terreno. Além dos resíduos espalhados, ela reclama que a área é de difícil acesso.

“Meus filhos passam por aqui quase todos os dias para ir a aula e tenho medo que fiquem doentes por passarem perto desse lixo. E infelizmente grande parte da culpa são de pessoas sem consciência, que jogam o lixo no chão”, disse.

Moradores reclamam que situação ocorre há pelo menos seis meses (Foto: Jéssica Alves/ G1)
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