Esgoto é despejado em área de ressaca, em Macapá (Foto: Nildo Costa/ Arquivo Pessoal)
Obras de sanemanento básico em Macapá e Santana devem ganhar um investimento de R$ 16,7 milhões. O valor é resultado de um consórcio entre a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) e a Caixa Econômica Federal. O anúncio foi feito nesta terça-feria (12), durante um encontro entre gestores de órgãos federais, estudais e municipais.

Gestores públicos se reuniram nesta terça-feira(12), em Macapá (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
Segundo a diretora-presidente da Caesa, Patrícia Brito, o objetivo é universalizar os serviços de forma planejada. Para isso, foi elaborado um projeto que vai diagnosticar as falhas no saneamento e acompanhar as obras de esgoto e drenagem na área metroplina, que compreende a capital e o município santanense.

“Fizemos todo o procedimento licitatório e contratamos o consórcio. Depois de solucionarmos esse problema nas cidades mais populosas do estado, vamos atrás de melhorias em todos os municípios amapaenses”, informou Patrícia.

De acordo com o titular da Agência de Desenvolvimento do Amapáx (Adap), Alcir Matos, foram apresentados estudos sobre o problema e discutidas as propostas que devem viabilizar as obras a longo prazo. “Agora o que resta é planejar esse trabalho em conjunto”, reforçou.

Magaly Xavier, superintendente da Funasa noAmapá (Foto: Carlos Alberto Jr/G1)
As áreas quilombolas, extrativistas e ribeirinhas também serão beneficiadas com os serviços de saneamento básico. Esse trabalho será acompanhado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

 
A superintendente da Funasa no Amapá, Magaly Xavier, garante que olhar para essas comunidades é fundamental nesse processo de desenvolvimento.
“Essas comunidades estão distantes das áreas mais populosas, mas também fazem parte da região que será beneficiada.

Ou seja, se deixarmos eles de lado, o projeto será falho”, disse Magaly.
Em 2015, quatorze municípios do estado estavam ameaçados de perder recursos federais que variavam de R$ 300 mil a R$ 1,2 milhão, por não entregarem o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).

Apenas Macapá e Santana ficam fora do plano, por terem acima de 50 mil habitantes.
O plano tem como objetivo melhorar o serviço público de saneamento básico, com serviços e produtos de qualidade que beneficiem o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos, além da drenagem e manejo das águas pluviais.

A ideia é destinar de maneira correta os resíduos sólidos e, com isso, melhorar a qualidade de vida da população, segundo informou a Funasa.
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