Família espalhou cartazes oferecendo recompensa para quem tivesse informações sobre Nicolas, que supostamente estaria desaparecido há 2 anos. Criança que foi encontrada no interior do estado vai passar por DNA. (Foto: Marciele Naitz/Arquivo Pessoal)
Cerca de um ano atrás, a mãe do bebê que desapareceu durante uma transferência entre hospitais de Rondônia contestava o laudo da polícia, que concluia que o corpo do filho dela havia sido incinerado por engano após o falecimento.

Marciele Naitz nunca confiou nos resultados e pedia pelo DNA da criança incinerada. Nesta sexta-feira (13), a mãe foi chamada para colher material genético para um teste de DNA após a denúncia de que uma criança no interior do estado poderia ser Nicolas.

“É uma felicidade extrema”, comemora Marciele.
A denúncia não veio por acaso.

Há um mês e meio, a família de Marciele começou a espalhar cartazes por várias cidades. O anúncio oferecia a quantia de R$ 5 mil reais para quem tivesse informações sobre o bebê.

Até que o telefone tocou. Polícia alegou em inquérito que corpo derecém-nascido foi incinerado por engano(Foto: Gaia Quiquiô/G1)
“A pessoa descreveu certinho o endereço, as informações.

Ligamos para o Ministério Público que protocolou a denúncia e pediu para a polícia averiguar a situação e pedir às pessoas que estavam com a criança para vir a Porto Velho e fazer o exame”, explicou Marciele.
Ela conta que ainda não viu a criança ou teve contato com a família.

Segundo a mãe, existem procedimentos a serem respeitados para proteger a integridade da criança. Ela só poderá ver o menino se for confirmado que ele é Nicolas.

Ainda não há prazo para o resultado do exame e alega que vai tentar obter o resultado do exame por meios particulares.
Não há nada confirmado, mas ela, que nunca acreditou que Nicolas estivesse morto, tem esperança que a denúncia se confirme.

Além disso, a própria Marciele acredita que a luta pessoal pode inspirar outras famílias a lutar por justiça. “Existem mais inquéritos na DEPCA sobre crianças desaparecidas que acabam no esquecimento.

Depois que a gente realmente descobrir o que aconteceu com o Nicolas, outras famílias terão forças para descobrir o que houve com os próprios filhos”, pondera. Mãe de bebê desaparecido em RO contesta incineração: ‘Mostrem o DNA”Quero reencontrá-lo vivo’, diz mãe de bebê desaparecido há um ano, em ROMPRO determina que investigações sobre bebê Nicolas sejam retomadasMãe de bebê incinerado por engano discute o caso com promotor, em ROMP recebe inquérito sobre caso do bebê incinerado por engano, em ROPolícia ouvirá mais três envolvidos no caso Nicolas Naitz, em ROFamília pedirá reabertura do inquérito do caso do bebê incinerado, em ROCorpo de recém-nascido foi incinerado por engano, em Porto Velho’Onde está Nicolas?’, cobra família de bebê desaparecido em Porto VelhoApós 12 dias, caso do bebê sumido em Porto Velho segue sem soluçãoBebê desaparecido em Porto Velho pode estar vivo, diz PolíciaCorpo de recém-nascido desaparece durante transferência para hospitalEm RO, morre o bebê de 5 meses que aguardava transferência para uma UTICriança localizadaA Polícia Civil investiga se uma criança localizada na última semana em uma cidade próxima a Vilhena (RO) pode ser Nicolas Naitz Silva.

O material genético de menino e de Marciele já foi colhido para o exame de DNA, mas ainda não há prazo para o resultado do exame.
As investigações podem tomar outros rumos se o menino localizado no interior de Rondônia for realmente Nicolas Naitz.

Quando o bebê desapareceu, o inquérito da Polícia Civil concluiu em seis meses que o cadáver do recém-nascido havia sido incinerado por engano.
“Se essa criança que nós localizamos for o Nicolas, teremos que identificar o bebê que foi incinerado e a investigação tomará outro rumo”, disse o delegado.

Entenda o casoOs pais de Nicolas moram em Cujubim (RO), distante 224 quilômetros da capital do estado. Em 22 de maio de 2014, quando Marcieli entrou em trabalho de parto, no hospital do município, os médicos recomendaram a transferência para Porto Velho.

Na viagem, a ambulância teve que parar em Candeias do Jamari, pois o parto já estava adiantado.
O nascimento ocorreu no hospital da cidade e, de lá, a mãe e a criança foram encaminhadas para Porto Velho.

Marcieli foi direto para o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e Nicolas foi transferido para a UTI neonatal do Centro Materno Infantil Regina Pacis, onde supostamente teria falecido.

A família foi informada de que o corpo deveria ser levado para o Hospital de Base, já que a maternidade não possui câmara fria. A avó do recém-nascido acompanhou o trajeto na ambulância, mas diz não ter sido autorizada a conferir o que estava dentro do lençol que envolvia o corpo.

No dia seguinte, quando a mãe de Nicolas teve alta e foi buscar o corpo, juntamente com funcionário da funerária contratada pela família, foi informada de que não havia sido registrada a entrada de qualquer nati-morto no necrotério do hospital. ‘Quero justiça’, diz mãe de Nicolas Naitz (Foto: Arquivo Pessoal )
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