Rita nunca escondeu de ninguém sua preferência aos bichos de quatro patas (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)
O Dia das Mães também já se tornou para muitos igual ao coração das homenageadas, com espaço para os filhos biológicos, de criação, do coração e até mesmo os de quatro patas. Nesta data, em Manaus, mulheres com ou sem filhos humanos voltam a sua atenção e carinho aos seus bichinhos de estimação e afirmam: “Mães de cães também são mães!”.
Esse é o caso da industriaria Rita Damasceno, de 56 anos.

Mãe da pequena Baby Damasceno, uma Pinscher de 16 anos, ela nunca escondeu de ninguém sua preferência aos bichos.
“Muitos me dizem para ir adotar uma criança, que precisa mais [de amor] que um cachorro.

Porém, não escondo de ninguém que prefiro os cães aos humanos. Eles são carinhosos, fiéis e te amam do jeito que você é.

Quando você está triste ou doente, eles não saem do seu lado por nada!”, destacou a industriária ao G1. Segundo a industriaria, Baby tem medo de chuva,trovões e foguetes (Foto: Divulgação)
De acordo com ela, a relação com a “herdeira” é semelhante à de uma mãe com a filha bebê.

“A Baby tem medo de chuva, trovões, foguetes e de ficar sozinha. Nesses momentos, ela sempre me procura desesperada igual a uma criança”, afirmou.

Como toda mãe de menina, Rita não mede esforços na hora de mimar a Pinscher.
“Ela tem várias gavetas de roupa e adora, são mais de 50 vestidos e conjuntinhos.

Estou sempre mandando a costureira fazer roupinhas, a última custou R$ 280. Durante a noite, quando está tempo de chuva, a Baby sempre fica vestida.

Ela também tem coleira de ouro, cheia de ‘penduricalhos’, que dá duas voltas em seu pescoço (risos). Só não a mimo mais porque ela não gosta de colo, a não ser quando está doente”, divertiu-se a industriaria.

A saúde do animal, inclusive, é algo que tira o sono de Rita. “Como ela já está com 16 anos, morro de medo de perdê-la.

Mas, semana passada, fomos a uma consulta no veterinário e a Baby está super bem de saúde. Ouve e enxerga bem e ainda não perdeu nenhum dos dentes”, comemora.

A Pinscher tem mais de 50 vestidos e conjuntinhos. Uns são feitos sob encomenda para Baby (Foto: Gabriel Machado/G1 AM)
E com o histórico de vida da Pinscher, cada pulo ou latido é motivo de felicidade para a mãe.

Há alguns anos, a cachorrinha foi atropelada e teve o quadril e o fêmur lesionados. Ela ficou uma semana internada em uma clínica veterinária da cidade e acabou adquirindo outro problema, uma doença causada por carrapato.

Cerca de R$ 25 mil foram investidos na recuperação da cadelinha.
“Para não ser mais infectada, trouxemos a Baby para casa e tínhamos de levá-la, todos os dias, à clínica para tomar medicamentos injetáveis.

Achamos que ela não iria mais andar e já estávamos procurando aquele adaptador de rodinhas. Mas com muito amor, dedicação e três meses de muito trabalho, deu tudo certo.

Minha filha está meio tortinha e com várias cicatrizes, mas ainda corre, anda e é a ‘campainha’ da casa (risos)”. Segundo a dona de casa Mary Vânia, foi a Lhasa Apso Penélope quem a escolheu como mãe (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)Companheirismo e carinhoSegundo a dona de casa Mary Vânia Frota Farias, de 51 anos, foi a Lhasa Apso Penélope Frota, de 14 anos, quem a escolheu como mãe.

“Ela era da minha sobrinha, e toda vez que ia visitá-la a Penélope queria entrar no carro e voltar comigo. Após o divórcio da minha sobrinha, adotei a ‘Pepo’ [como é chamada] como minha filha”, disse a dona de casa ao G1.

De acordo com Mary Vânia – que é mãe de duas pessoas adultas –, a relação que mantém com a filha de quatro patas é de muito companheirismo, amor e carinho.
“Nós nos entendemos como ninguém.

Sei sempre o que ela quer e a Penélope sabe quando não estou bem. Ela avisa quando tem fome, quando quer sair do quarto ou ir ao banheiro, o que no caso, é uma área reservada da grama”, contou.

A relação entre as duas é de companheirismo,amor e carinho (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)
A sintonia entre as duas é tanta que, certa vez, a dona de casa precisou pular em um lago para resgatar Penélope. “Estava com ‘Pepo’ em um sítio e ela saiu correndo atrás de um galo, pulando em um lago.

Quando a Penélope entrou na água, eu não pensei duas vezes e entrei também para salvá-la (risos)”, recordou Mary Vânia.
Os cuidados da dona de casa com a Lhasa Apso também chamam a atenção.

A cadelinha toma banho em um petshop de 15 em 15 dias e costuma resultar em um custo mensal de R$ 100 a R$ 200 à mamãe. “Costumo ser muito julgada pelo tratamento que dou a minha cadela.

No almoço, por exemplo, ela só come se tiver um pedaço de carne misturado a sua ração”, ressaltou.
Apesar das críticas, Mary Vânia não abre mão dos mimos e da companhia de Penélope.

“Ela participa de todas as celebrações em família, principalmente quando acontecem aqui em casa, sempre esperando um pedaço de carne. E, quando fica cansada, ela se retira ‘na egípcia’ e vai dormir”, encerrou a dona de casa.

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