Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Somente Davi Alcolumbre (DEM) do Amapá votou pela instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na manhã desta quinta-feira (12), em Brasília. Senador Davi Alcolumbre (DEM) durante discurso(Foto: Reprodução)
“Ao manifestar minha concordância com o conteúdo da demnúncia aqui trazida, não posso deixar de acreditar na mudança e na retomada que todos devemos promover. Como bem alertou o senador Ronaldo Caiado, líder da nossa bancada no Senado Federal, não há mais tempo para errar e nem a perder”, disse Davi, em seu discurso na tribuna.

Os outros dois senadores do Amapá, João Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (Rede), votaram pelo arquivamento do processo. Senador João Capiberibe (PSB) na tribuna(Foto: Reprodução)
“Eu não consigo enxergar uma porta aberta para sairmos da crise.

O impeachment não é a solução, é uma opção pelo confronto, não resolve, só aprofunda a crise. Quando o presidente desta casa abrir o painel e revelar o resultado da votação teremos um foguetório em todo o país e também vencedores e vencidos, e aí a situação se complica de vez.

Não se sai de uma crise tão grave como essa pelo confronto. É preciso aplainar as arestas, buscar uma saída, negociar e compatibilizar interesses, em busca de uma solução pactuada e definitiva”, falou Capiberibe.

Senador Randolfe Rodrigues (Rede) durantediscurso (Foto: Reprodução)
“A resposta neste grave momento da vida nacional não pode ser tomada por 513 deputados e 81 senadores. Só a soberania do voto popular poderá, neste monento, devolvido o poder ao povo, dar resposta a esta crise política.

Não será nesta noite, madrugada ou no amanhecer de amanhã, com o meu voto, que eu chancelarei a continuação dessa crise e chancelarei também o retorno de velhas e corruptas e carcomidas elites políticas ao poder da República. Tenham certeza que medidas anti povo e anti nação, de nossa parte, aqui no plenário deste congresso, no plenário deste Senado, terão o firme combate.

Não aceitaremos retrocesso nas conquistas sociais que o povo brasileiro já teve, não será com o meu voto que será chancelado o retorno ao atraso no dia de hoje”, discursou Randolfe.
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