Movimentos se reúnem na Praça da Estação em Juiz de Fora para ‘Dia Nacional de Mobilização contra o Golpe’ (Foto: Rafael Antunes/G1)
Um grupo de manifestantes se reúne no Centro de Juiz de Fora, nesta terça-feira (10), para o “Dia Nacional de Mobilização contra o Golpe”, convocado pela Frente Brasil Popular e aderido por movimentos políticos sociais e estudantis na cidade e da região. A concentração teve início às 17h, na Praça da Estação. Segundo a organização, até as 18h30 havia 400 pessoas.

A Polícia Militar não informou números.
Ainda não se sabe a programação desta noite.

Por enquanto o “Levante Popular da Juventude” fez intervenção para chamar atenção contra o ataque à constituição e atacou políticos citados por crimes na Operação Lava Jato. Cartaz exposto duarnte manifestação(Foto: Rafael Antunes/G1)
Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gilliard Tenório, a intenção é mostrar que estão todos atentos ao que está acontecendo e que se for preciso vão reagir.

“Vamos continuar reagindo a essa tentativa de golpe que estamos sofrendo”, ressaltou. Lais Perrut, representante da Marcha Mundial das Mulheres, disse que a luta é pela liberdade e educação.

“Não vamos aceitar a retirada dos nossos direitos. Nos já vivemos em recessão,  as mulheres já estão sendo agredidas.

Imagina se esse golpe passar?”, argumentou. Também está presente no local o representante do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora, Flávio Bitarello, que comentou sobre a luta por direitos.

“Os professores têm ido para as ruas para lutar pelos seus direitos. Tudo o que lutamos está sendo colocado em perigo com esse disfarce formal da democracia.

Nós temos mais de 50 projetos de lei em tramitação no Congresso que atingem os direitos dos trabalhadores e aceitar isso é rasgar a constituição”, concluiu.
Representante do MST, Tatiana disse ao G1 que há mais de 30 anos o movimento vive com a manipulação da mídia e com a violência da PM e fazendeiros.

“Nós não vamos respeitar um governo golpista e nao vamos aceitar retrocesso para a classe trabalhadora. Daqui para frente vai ser assim”, opinou.

Para o presidente do PCdoB em Juiz de Fora, Fernando Eliotério, esse é um momento de resistência e o partido tem sido firme em defesa da democracia. “Temos sido atacados, mas como sempre vamos seguir na luta, mesmo depois do que pode acontecer amanhã.

Seremos oposição a este governo que não merece ter o bosso apoio”, disse. Paralisação professores da rede municipalAlgumas escolas municipais de Juiz de Fora paralisaram as atividades, nesta terça-feira (10), em um ato conjunto em reivindicação aos direitos da classe trabalhadora que acontece em todo o país.

 De acordo com a coordenadora geral do Sindicato dos Professores da cidade (Sinpro-JF), Aparecida Oliveira, o ato também é político, visto as preocupações que o sindicato vê em um eventual novo governo. “Nós chamamos hoje a paralisação em defesa dos direitos da classe trabalhadora, que é uma paralisação nacional, mas como estamos em campanha salarial com a Prefeitura, queremos aproveitar este momento para discutir a conjuntura nacional.

Nós, professores, estamos sendo atacados pelo Temer (Michel Temer, vice-presidente da República), que ameaça mudar o piso nacional”, informou.
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