A polícia prendeu o técnico de informática José Eloy dos Santos Cardoso, 32, apontado como autor do homicídio da esposa dele, Ruth Mouta Cacela, 32, ocorrido na quarta-feira (11), na lan house de propriedade da vítima, situada no bairro Compensa, Zona Oeste da capital. Na delegacia, o homem confessou ter cometido o crime por ciúmes, mas diz estar arrependido. De acordo com ele, Ruth havia pedido o divórcio após descobrir que ele era usuário de drogas.

“Ela me viu drogado e não me quis mais”, disse o homem durante coletiva de imprensa na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus.
Eloy Cardoso foi preso horas após o assassinato.

Ele estava na casa do pai dele, localizada na estada do Tarumã, na Comunidade Campos Sales, Zona Oeste. O suspeito estava dormindo quando os policiais chegaram ao local.

De acordo com a polícia, ao ser preso, o técnico de informática chegou a declarar que não lembrava do que havia ocorrido porque estava drogado. No dia seguinte à prisão, ele afirmou que viu a mulher com outro homem ao chegar na lan house, o que teria motivado uma briga entre o casal.

“Então, eu levantei a porta, quando olhei ela estava sentada no colo dele. Naquele momento, não tinha como não sentir ciúmes”, disse.

Em depoimento à polícia, ele afirmou que no dia do crime, usou cocaína antes de ir ao local.
Ele disse que tentou bater no homem, que seria um mototaxista, mas que Ruth se meteu entre eles.

Ainda conforme o depoimento do suspeito. O mototaxista que estaria na companhia da vítima deixou o local e o casal ficou a sós na lan house.

“A gente começou a discutir. Ela me xingou várias vezes e começou a me bater.

Ela me deu um tapa, e eu a agarrei pelo pescoço. Dei um soco nela.

Acertei ela na cara e ela começou a gritar. Abafei o rosto dela e ela me mordeu, foi quando dei outro soco.

A gente caiu e eu abafei o rosto dela para ela não gritar. Queria que ela se acalmasse, mas ela não se acalmou.

Ela se sebatia. Quando ela parou eu pensei: tem alguma coisa errada.

Minhas mães estavam sujas de sangue. Fui lavar e quando voltei ela não estava mais se debatendo e estava quase sem pulso”, relatou.

Cardoso disse ter pensado em pedir ajuda, mas hesitou, por medo. Ao deixar o local, ele seguiu para a casa do pai.

Entenda o casoRuth foi encontrada morta dentro de uma lan house na manhã desta quinta-feira (12) no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus. Familiares da vítima suspeitam que o marido dela teria cometido o crime após a mulher pedir o divórcio.

O corpo dela foi localizado por volta das 7h30 da quinta por familiares que resolveram abrir a lan house após estranhar o sumiço da mulher. A vítima foi encontrada caída no chão com ferimentos no pescoço.

A polícia diz que ela foi estrangulada. DrogasUma prima da vítima, que não quis ser identificada, disse que Ruth havia conversado com o companheiro sobre a separação horas antes do assassinato.

Segundo o relato, a mulher pedia o divórcio há, pelo menos, um ano. O casal tem uma filha de 3 anos.

“Ela já queria o divórcio porque ele era usuário de drogas e agressivo. Ontem (11), ela conversou comigo e disse que já não aguentava mais viver com ele.

Eu disse para ela que conversasse com ele, sem brigas. Eles conversaram e ele disse que ia dar o divórcio numa boa.

Aí, ontem a funcionaria deles faltou e eles (vítima e marido) tiveram que abrir a lan house. Trabalharam.

Umas sete horas da noite, ele subiu com a chave e deu para minha tia (mãe da vítima), junto com o celular dela. A minha tia perguntou pela Ruth e ele disse que ela deveria ter saído para comprar fralda”, declarou.

A prima disse ainda que Ruth chegou a encaminhar o companheiro a uma clínica de reabilitação para dependentes químicos após descobrir o vício do marido. Ele teria ficado internado por seis meses e havia deixado o local há 60 dias.

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