Capitão Rodrigues foi morto enquanto tentavarecuperar um celular roubado(Foto: Arquivo / Segurança Pública)
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) informou, nesta terça-feira (10), que o corretor de imóveis Agnaldo Lopes de Vasconcelos, suspeito de assassinar o capitão da Polícia Militar (PM) Rodrigo Moreira Rodrigues, foi denunciado por homicídio qualificado. O militar morreu após ser baleado no pescoço durante uma abordagem policial, realizada no dia 9 de abril.
De acordo com o promotor de Justiça José Antônio Malta Marques, o homicídio se caracteriza como qualificado pois o policial estava exercendo a sua função, como prevê o Código Penal Brasileiro.

Um dia após o crime, dia 10 de abril, Vasconcelos foi preso. Ele foi autuado em flagrante por homicídio e porte ilegal de uso restrito.

Segundo os policiais, ele teria afirmado durante o depoimento que atirou contra o capitão porque não o identificou como militar.
“Ele [Agnaldo Vasconcelos] disse em depoimento que tinha a arma em casa porque onde mora os assaltos a residências são constantes.

E expôs que em muitos casos os bandidos se identificam como militares para forçar que o portão seja aberto”, disse o delegado Ronilson Medeiros. CrimeO crime ocorreu em 9 de abril, na casa de Agnaldo Lopes, localizada no bairro Santa Amélia, em Maceió, quando o militar buscava recuperar um aparelho celular roubado, através de um sistema de geolocalização, quando tentou entrar na casa de Vasconcelos e foi atingido pelos disparados, sendo socorrido e morrendo no Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra.

José Romão da Silva é suspeito de roubar celularque militar procurava (Foto: Divulgação/ PC)
Posteriormente, no dia 15 de abril, a Polícia Civil prendeu o suspeito de roubar o celular que o capitão Rodrigues estava procurando.
O suspeito apresentado, e identificado pela vítima do assalto, foi identificado como José Romão da Silva Júnior, que morava em uma residência próxima à casa de Vasconcelos, apontada pelo geolocalizador.

O Ministério Público relata ainda que as diligências da polícia apontou outro suspeito de participação no assalto, ele foi identificado como Ronaldo Paiva de Amorim Júnior.
Além da condenação, o promotor José Antônio Malta Marques também solicitou ao Juízo de Direito da Nova Vara Criminal da Capital que a realização do exame de comparação balística na arama apreendida em posse de Vasconcelos e o projétil recolhido no corpo do capitão Rodrigues.

O procedimento deve ser feito pelo Instituto de Criminalística (IC).
Marques também requiriu a realização da reprodução simulada dos fatos para verificar como o crime ocorreu, e a perícia do colete à prova de balas usados pelo militar, com objetivo de verificar se houve outras perfurações.

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