Muitas pessoas procuram clínicas de Cacoal para vacinação (Foto: Magda Oliveira/G1)
Após duas pessoas terem morrido no Hospital Regional de Urgência e Emergência (Heuro), em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, com suspeitas de estarem com a gripe H1N1, muitas pessoas procuraram vacinação contra o vírus de forma particular. Em Cacoal, só existe uma clínica que disponibiliza a vacina e as doses já se esgotaram, sendo necessária a formação de uma fila de espera.
Com uma viagem já programada, toda a família do advogado Juraci Marques foi até a clínica para serem imunizados antes da viagem.

Essa já é uma prática da família há oito anos. Porém, com a suspeitas do vírus no município, o cuidado aumentou.

Para conseguirem as doses foi necessário reservar com bastante antecedência.
“Nós tomamos a vacina como forma de precaução, sempre vem toda a família, minhas filhas de 10 e 4 anos, minha esposa, eu e minha sogra.

Temos que cuidar da nossa saúde, pois se em Cacoal que é uma cidade pequena já estão ocorrendo possíveis mortes, imagina em locais maiores”, diz o advogado.
Na clínica particular, foram disponibilizadas 200 doses da vacina contra a gripe H1N1, mas que já acabaram.

Para conseguirem se imunizar, é necessário entrar em uma fila de espera por novas doses que foram encomendadas. Rede públicaA vacina que será aplicada pela rede pública chegou a Cacoal na última sexta-feira (8).

A partir de terça-feira (12), os profissionais da saúde já começam a ser imunizados. As doses serão aplicadas nos próprios locais onde trabalham.

Já a população que compõe o grupo prioritário deverá começar a ser vacinada na próxima segunda-feira (18).
“Nós recebemos uma nota técnica do Ministério da Saúde com algumas alterações na forma de vacinar, principalmente nas crianças.

Com isso, teremos que realizar uma reunião com os vacinadores antes do início da campanha”, afirmou a coordenadora de imunização Elizete Rangel.
Fazem parte dos grupos prioritários crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após parto e idosos, bem como profissionais de saúde, indígenas, portadores de doenças crônicas e pessoas privadas de liberdade.

A vacina contra a H1N1 está sendo comercializada no valor de R$ 140.
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